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A Procuradoria-Geral da República defendeu que o ministro André Mendonça seja o relator da investigação envolvendo o caso Dark Horse no Supremo Tribunal Federal. A decisão enfraquece a tese de que Flávio Dino deveria ser o responsável pela investigação no STF.
Durante o CNN 360º desta terça-feira, o analista de Política Matheus Teixeira detalhou a situação. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou um pedido de investigação contra Flávio Bolsonaro dentro do inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que já tem Eduardo Bolsonaro, condenado no fim da semana passada, como alvo.
“Moraes, no entanto, mandou para a PGR, que defendeu que o relator deve ser o ministro André Mendonça, que é o relator do caso do Banco Master”, explicou Teixeira.
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A lógica apresentada pela Procuradoria-Geral é a de que, havendo dinheiro do Banco Master envolvido, caberia a André Mendonça apurar o tema.
Teixeira dstacou porém que havia ainda uma terceira hipótese: a de que Flávio Dino assumisse a relatoria, por já apurar, em seu gabinete, o caso das emendas parlamentares enviadas à produtora responsável pelo filme. Com a manifestação da PGR, essa possibilidade foi enfraquecida.
A palavra final sobre a relatoria deve caber a ao presidente do STF, Edson Fachin, que ainda pode adotar uma quarta opção: “A realização de um sorteio por não haver exatamente uma conexão clara com nenhum desses três casos”, afirmou o analista.
Teixeira classificou como “leitura apressada” imaginar que Flávio Dino “causaria mais dor de cabeça” a Flávio Bolsonaro na relatoria do caso por ser um ministro indicado por Lula.
Ele lembrou que André Mendonça, indicado por Bolsonaro, já impôs revezes a aliados do ex-presidente, como o senador e ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira (Progressistas-PI).
“É difícil cravar o que poderia ser melhor, mais benéfico, mais prejudicial. Essa leitura mais apressada do mundo político não necessariamente se concretizaria”, concluiu o analista
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites



