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Brasil é gigante adormecido em terras raras, diz Eurasia

Por CNN Brasil Fonte: afonsobenites 09/07/2026 às 21:32
Brasil é gigante adormecido em terras raras, diz Eurasia

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O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas não explora esses recursos em escala compatível com seu potencial geológico. Philipe Moura, diretor de estratégia da Eurasia, comenta o tema em entrevista ao CNN Prime Time. Para ele, o país é um “gigante adormecido” no setor de minerais críticos.

Moura contextualizou a importância das terras raras no cenário geopolítico atual. “A ordem global, geopolítica global, quebrou e não tem volta”, afirmou. Em um mundo marcado pela fragmentação e pelo risco de ruptura de cadeias de suprimentos, os chamados ativos duros tendem a se valorizar no médio e longo prazo.

As terras raras, segundo ele, são centrais nesse contexto: “sem eles, a gente não tem chip, não tem inteligência artificial”, além de serem fundamentais para defesa e energia.

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Potencial imenso, exploração mínima

O analista destacou o contraste entre a riqueza geológica brasileira e sua baixa capacidade produtiva. O Brasil possui cerca de 25% das reservas mundiais de terras raras, mas responde por menos de 1% da extração global do mineral.

A China, em comparação, detém 50% das reservas e é responsável por 70% da produção mundial. “É por isso que eu tenho dito que nós somos um gigante adormecido no tema de terras raras”, declarou Moura.

Questionado sobre os principais obstáculos para o desenvolvimento do setor, Moura foi direto: “a vantagem geológica que a gente possui não necessariamente se traduz em vantagem econômica”.

Segundo ele, as cadeias produtivas voltadas à extração e ao refino de terras raras em grande escala ainda não são economicamente autossustentáveis. Para viabilizá-las, seria necessário um ciclo de investimentos de longo prazo — estimado entre 5 e 10 anos —, com capital semente e apetite para risco elevado.

Papel do governo e interesse internacional

Para Moura, a integração entre setor público, setor privado e academia é indispensável. Ele mencionou que o Brasil abriga o único laboratório de tecnologia de terras raras para ímãs de todo o hemisfério sul, localizado a cerca de 40 minutos de Belo Horizonte.

O governo, segundo ele, deve atuar como “um grande indutor”, criando segurança jurídica e abrindo espaço para investidores estrangeiros. Moura revelou ainda que, em conversas com fontes em embaixadas e ministérios das relações exteriores, tem ouvido interesse de países “não óbvios” em investir no segmento no Brasil.

O analista ponderou, no entanto, que o ano eleitoral pode atrasar tanto a definição da política nacional quanto a tramitação de um projeto de lei em discussão no Congresso.

No plano geopolítico, Moura avaliou que a fragmentação da ordem global coloca o Brasil em posição privilegiada. À medida que investidores e players internacionais se preocupam com uma possível redução do fornecimento chinês, o país surge como alternativa atraente.

O tema também permeia as negociações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, com a possibilidade de um acordo bilateral sendo acompanhada de perto pelo mercado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosCNN Brasil MoneyBrasilChinaEstados UnidosEurasiaInteligência ArtificialTerras raras


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites

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