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Caiado diz que indicará Raquel Dodge para o STF se for eleito

Por pedropenteado 09/09/2026 19:26
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O candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD) anunciou nesta quarta-feira (9) que indicará a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge ao STF (Supremo Tribunal Federal) caso eleito.

“Já disse que vou resolver colocando lá quatro mulheres. E disso aí, eu já vou indicar a primeira, está certo? A Raquel Dodge será a primeira nomeada para mim, que eu já tenho essa vaga para indicá-la no primeiro momento”, disse Caiado.

O próximo presidente da República poderá indicar ao menos quatro ministros pra Corte: um na vacância atual, e outros três com as aposentadorias de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

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Quem é Raquel Dodge

Natural de Goiás, estado de Caiado, Raquel é formada em direito pela Universidade de Brasília, de lá, em 1987, ingressou no MPF (Ministério Público Federal) como procuradora da República. Ainda na vida acadêmica, a procuradora-Geral concluiu um mestrado pela Universidade de Harvard nos Estados Unidos.

No órgão, Raquel participou de processos envolvendo a defesa dos direitos humanos como violação aos direitos dos indígenas e casos de trabalhadores submetidos em situação análoga à escravidão.

Em 2009, coordenou a Operação Caixa de Pandora da PF (Polícia Federal), que investigou um esquema de corrupção que tinha como envolvido o então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

Em 2017, Raquel foi escolhida para substituir Rodrigo Janot pelo então presidente Michel Temer (MDB). Sua indicação à Procuradoria-Geral da República foi aprovada e sua posse se deu em setembro do mesmo ano, se tornando, então, a primeira mulher no cargo.

Durante sua passagem como procuradora-geral, Raquel se destacou pelo pedido do prosseguimento das investigações sobre o dinheiro encontrado em bunker do ex-ministro da Integração Nacional do Brasil, Geddel Vieira Lima.

Em 2018, pediu a prisão de José Yunes, ex-assessor de Temer e Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura de Dilma Rousseff (PT). Ela também foi responsável, no mesmo período, pela denuncia de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em abril do ano seguinte, Raquel pediu ao STF o arquivamento do inquérito das Fake News, aberto em março daquele ano pelo ministro Dias Toffoli, presidente da Corte à época.

Cinco meses depois, em setembro, ela deixou o cargo após dois anos de mandato e foi sucedida por Augusto Aras, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por pedropenteado.

Conteúdo Original / Fonte: pedropenteado
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