Compartilhar matéria
A maioria das manifestações inscritas para a audiência pública que discutirá a proposta de tarifas adicionais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros é contrária à medida, segundo levantamento da CNI (Confederação Nacional das Indústrias).
A audiência, marcada para 6 de julho, faz parte do processo conduzido pelo governo norte-americano da Seção 301, que avalia a imposição das taxas extras ao Brasil.
De acordo com a análise da entidade, com base em dados públicos do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), foram registradas 80 manifestações. Deste total, 66 são favoráveis ao Brasil e contrárias à aplicação das tarifas, enquanto 14 apoiam a adoção das medidas.
Leia Mais
- Trump ameaça tarifa de 100% a quem cobrar impostos sobre serviços digitais
- Déficit do setor externo soma US$ 3,1 bilhões em maio, revela BC
- Confiança da indústria no Brasil sobe pelo 2º mês seguido em junho, diz FGV
Entre os depoimentos contrários à medida, mais da metade foi apresentada por organizações norte-americanas, incluindo compradores, fabricantes, varejistas e associações empresariais, como a U.S. Chamber e a National Retail Federation.
Do outro lado, dos posicionamentos favoráveis ao Brasil, 36 vieram de entidades dos EUA e 30 representantes brasileiros.
O levantamento mostra ainda que diversos setores produtivos de ambos os países convergem na defesa da manutenção do comércio sem novas barreiras tarifárias. Estão entre eles os segmentos de pedra natural, calçados, café, cerâmica, vermiculita, madeira e papel, ferro-gusa e mel orgânico.
Já as manifestações favoráveis às tarifas estão concentradas em quatro frentes principais: etanol, pecuária, siderurgia e madeira.
Acompanhe Economia nas Redes Sociais
Siga noSiga no Forum InterTópicosCNN Brasil MoneyAudiênciaEstados UnidosTarifas
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por beatrizoliveira



