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Cuba começou a restabelecer lentamente o fornecimento de energia nesta segunda-feira (6), após o colapso da rede elétrica nacional.
A operadora da rede, UNE, informou que estava fornecendo eletricidade a alguns serviços vitais, incluindo hospitais e centros de produção de alimentos, mas, no fim da tarde, conseguia atender apenas 1% da demanda da capital, Havana.
As autoridades ainda não divulgaram a causa do colapso da rede.
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Há meses, Cuba sofre com interrupções no fornecimento de energia que duram horas e, mais recentemente, dias.
O problema está ligado, em parte, a uma rede elétrica precária e a um bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos, que cortou o abastecimento de combustível da ilha.
O apagão nacional e a lenta recuperação impactam a população cubana em um momento em que os cortes de energia programados já impossibilitam muitas pessoas de trabalhar ou dormir sob o calor do verão caribenho.
“Olhe para o meu rosto, ele diz tudo. Só nos resta aguentar firme, mas não é fácil”, disse Ariel Sotelo, um morador de Havana de 57 anos, com olhos cansados, que estava sem eletricidade desde o dia anterior.
Quase dois terços do país já estavam sem energia quando a rede entrou em colapso nesta segunda-feira. Por isso, muitos moradores da ilha mal perceberam a diferença.
Um jornal incentivou aqueles que tinham acesso à eletricidade a avisar amigos e vizinhos que estavam sem luz sobre o colapso da rede nacional.
O apagão nacional de segunda-feira é o oitavo desde outubro de 2025 e o terceiro deste ano.
Bloqueio dos EUA contra Cuba
O governo dos EUA cortou o envio de combustível da Venezuela para Cuba no início deste ano, pressionou o México a interromper as entregas e ameaçou impor tarifas a qualquer nação que forneça petróleo à ilha.
Os Estados Unidos classificam o governo de Cuba como uma ameaça à segurança nacional e afirmam que essas sanções são necessárias para forçar uma mudança no regime da ilha — um objetivo de longa data da política americana em relação a Cuba.
Cuba fica situada a 145 km da costa de Florida Keys e afirma há muito tempo que não representa uma ameaça aos Estados Unidos.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por tiagotortella
