21/08/2026

Defesa pede revisão das prisões e uso de tornozeleira em família de Marcola

Por CNN Brasil

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A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, protocolou, nesta sexta-feira (21), na 3ª Vara Criminal da Comarca de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, um pedido de reavaliação das prisões preventivas dele e de seus familiares.

Os sobrinhos e o irmão do chefe do PCC tiveram mandados de prisão expedidos durante a Operação Vérnix, deflagrada em maio pelo Ministério Público de São Paulo. A ação também teve como alvo a influenciadora Deolane Bezerra por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Todos eles são réus no processo que tramita sobre o caso.

Os irmãos Marcola e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior já estão presos. No entanto, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo e Alexsander Ribeiro Herbas Camacho seguem foragidos.

Em nota enviada à reportagem, a defesa afirma que, caso não seja acolhido o pedido de revogação, a defesa requereu pela substituição de medidas cautelares, como utilização da tornozeleira eletrônica nos réus.

“A defesa reitera seu compromisso com o devido processo legal, a presunção de inocência e o respeito às garantias processuais, e aguarda a apreciação do pedido pelo Poder Judiciário”, conclui a nota.

Nesta sexta-feira (21) o juiz do caso irá reavaliar a prisão da influenciadora Deolane Bezerra. Se antecipando da decisão, o Ministério Público de São Paulo pediu pela manutenção da prisão da advogada, ou seja, para que ela permaneça presa. A CNN Brasil entrou em contato com a defesa da influenciadora e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

Operação Vérnix: entenda a investigação que mirou influenciadora e família de Marcola

As investigações sobre o caso começaram em 2019, quando quando bilhetes e manuscritos foram apreendidos pela Polícia Penal no interior da Penitenciária II de Presidente Venceslau.

Os conteúdos dos materiais revelaram algumas dinâmicas internas do PCC, como atuação de lideranças encarceradas e possíveis ataques contra agentes públicos. Além da influencer e do líder da PCC (Primeiro Comando da Capital), os familiares de Marcola também são acusados de integraram o esquema milionário de lavagem de dinheiro que utilizava uma empresa de fachada para realizar depósitos fracionados na conta de Deolane.

Paloma, filha de Alejandro Juvenal Herbas Camacho, o “Gordão”, é apontada como a principal intermediária das ordens da cúpula da facção. Ela seria responsável por transmitir as determinações recebidas durante as visitas no sistema prisional federal para os gestores financeiros externos do esquema de lavagem de dinheiro.

Além disso, ela teria a função de gerir a parcela patrimonial da família e orientar a divisão de lucros de uma transportadora, que seria a “empresa de fachada” do grupo. 

Do outro lado, está Deolane. De acordo com as investigações, a influencer ocuparia uma posição central no chamado “núcleo financeiro” do esquema.

As autoridades descrevem que os papéis de Paloma e Deolane eram complementares: enquanto a sobrinha de Marcola garantia a transmissão de ordens e a repartição de lucros, a criadora de conteúdo emprestava a própria estrutura empresarial e sua “aparente respeitabilidade social” para a fase de integração.

Essa fase seria o estágio mais avançado da lavagem de dinheiro, onde os valores ganhavam a aparência de legalidade.

O ponto de conexão central entre Deolane e a sobrinha de Marcola passa por um homem identificado como Everton de Souza, o “Player”.

A proximidade de Deolane com o homem foi constatada por registros no Sistema Detecta, onde ela aparece ora como representante, ora como testemunha de Everton em ocorrências. Para os investigadores, os fatos evidenciam uma relação que ultrapassa os vínculos profissionais. 

*Sob supervisão de Thiago Félix

TópicosDeolane BezerraMarcos Willians Herbas Camacho (Marcola)


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por yasminjesus.

Conteúdo Original / Fonte: yasminjesus

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