Eleitor escolhe seu candidato para evitar o opositor, afirma CEO da Nexus
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Uma pesquisa divulgada pela Nexus em parceria com o BTG nesta segunda-feira (21) revela que Flávio Bolsonaro e Lula lideram o índice de rejeição entre os candidatos na disputa pela Presidência da República. Para Marcelo Tokarski, CEO do Instituto Nexus, ao Hora H o comportamento do eleitorado brasileiro aponta para uma lógica de voto estratégico: escolher o candidato considerado o “menos pior”, com o objetivo de impedir o avanço do adversário.
Altas taxas de rejeição marcam os dois principais candidatos
Os dados da pesquisa indicam que Flávio Bolsonaro registra 50% de rejeição — ou seja, metade dos entrevistados afirma que não votaria nele de jeito nenhum. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 49% de rejeição, uma diferença de apenas um ponto percentual, configurando um empate técnico.
Tokarski destacou que essa rejeição tem se mostrado bastante estável ao longo dos levantamentos. “Lula não conseguiu reduzir sua rejeição ao longo da campanha”, afirmou.
No caso de Flávio Bolsonaro, o analista lembrou que o candidato chegou a atingir 52% de rejeição no auge do desgaste relacionado ao caso Dark Horse, mas já acumula quatro semanas consecutivas com taxa de 50%.
Tokarski também recordou que Lula foi eleito em 2022 com uma rejeição na casa de 48%, muito semelhante à que apresenta atualmente.
Voto estratégico define cerca de um quarto do eleitorado
Segundo Tokarski, aproximadamente um quarto do eleitorado, ao ser confrontado com a simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, opta por um dos dois não por acreditar que ele seja o melhor candidato, mas para derrotar o adversário.
“Uma parcela do eleitorado está votando naquele que ele considera o menos pior, ou o candidato que ele não considera o ideal, mas que ele aceita votar um pouco mais do que outro”, explicou.
Potencial de voto aponta leve vantagem para Lula
Em relação ao potencial de voto, Tokarski avaliou que os dois candidatos estão em posição muito semelhante, com Lula apresentando uma vantagem de dois pontos — considerada dentro da margem de erro, configurando empate técnico.
“Lula tem um potencial de voto um pouco maior, ainda com chance de algum crescimento”, disse.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, também não teria realizado todo o seu potencial de voto no primeiro turno, mas, segundo o analista, já realizaria quase tudo em um eventual segundo turno, onde a eleição estaria “absolutamente empatada”.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites.