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No terceiro dia consecutivo de ataques entre Estados Unidos e Irã, o conflito registrou ofensivas durante o dia e alvos se expandindo para o interior do território iraniano. O Ministério da Saúde do Irã informou que 14 pessoas morreram nos últimos dois dias, e o número tende a crescer.
O correspondente da CNN Internacional Fred Pleitgen, em Teerã, confirmou que pela primeira vez em muito tempo os ataques estavam ocorrendo durante o dia.
Pleitgen destacou que os ataques às pontes ferroviárias foram especialmente simbólicos, por se tratar justamente da linha que conecta a capital à cidade onde o líder supremo seria sepultado.
“Os iranianos estão dizendo que isso causou muito caos”, afirmou o correspondente, acrescentando que o Irã considera as ações militares americanas um crime de guerra.
Nos dois primeiros dias, os ataques ocorreram predominantemente durante a madrugada e foram direcionados principalmente a posições militares iranianas na costa, com o objetivo de impedir novos ataques contra navios que tentam cruzar o Estreito de Ormuz.
Neste terceiro dia, os Estados Unidos passaram a atingir também pontos mais no interior do Irã, incluindo duas pontes ferroviárias destruídas na região nordeste do país — estruturas que conectam Teerã à cidade de Mashhad, onde o líder supremo Ali Khamenei seria sepultado.
Irã acusa EUA de crimes de guerra e amplia ataques
O Irã protestou duramente contra as ofensivas, classificando as ações militares americanas como possíveis crimes de guerra por atingirem infraestruturas civis. Além da escalada retórica, o país ampliou seus ataques: após ter atingido bases em Bahrein, Kuwait e Catar, o Irã tentou atingir instalações militares dos Estados Unidos na Jordânia, um país que faz fronteira com Israel.
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz também diminuiu significativamente, especialmente na rota próxima ao Sultanato de Omã, região onde o Irã ameaça atacar navios.
O correspondente e analista sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, destacou que o ministro das Relações Exteriores do Irã conversou com seu homólogo paquistanês — país que tenta mediar o conflito — e condenou o que chamou de “aventuras militares dos Estados Unidos”, prometendo atacar duramente as unidades militares americanas no Oriente Médio.
Segundo Américo Martins, “ninguém mais está falando sobre negociação”, em referência ao acordo provisório que havia aberto espaço para um diálogo entre as partes e que foi encerrado.
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Dúvidas sobre o novo líder supremo crescem
Em meio ao conflito, cresce a incerteza sobre Mojtaba Khamenei, apontado como sucessor de Ali Khamenei. Segundo Américo Martins, há seis dias os iranianos prestam homenagens ao ex-líder supremo, com a participação de diversas autoridades, inclusive do Iraque.
No entanto, Mojtaba Khamenei não apareceu publicamente em nenhum momento. Existe a informação de que ele teria sido ferido — possivelmente com gravidade — no mesmo ataque que eliminou o pai, a mãe e a esposa. Não há registros de vídeo ou fotografia recente dele desde que assumiu o poder.
Para Américo Martins, a ausência de Mojtaba Khamenei no funeral levantaria “dúvidas muito fortes” sobre seu estado de saúde e sobre quem efetivamente governa o Irã.
O analista apontou que a Guarda Revolucionária iraniana, descrita como “muito radical e muito nacionalista”, é quem tem tomado as decisões práticas, inclusive sobre os ataques no Estreito de Ormuz, representando uma linha ainda mais radical do que a do regime anterior.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosataquesEstados UnidosEstreito de OrmuzIrãOriente MédioTeerã
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites
