Fabricante norte-americana de drones assina memorando com Exército do Paquistão
ISLAMABAD, 16 Set (Reuters) – A empresa norte-americana de drones Powerus assinou um memorando de entendimento com o Exército do Paquistão que inclui uma encomenda inicial relacionada a drones, informou o cofundador Brett Velicovich à Reuters nesta quarta-feira.
“Hoje assinamos um memorando de entendimento muito importante. Como parte desse acordo, recebemos um pedido inicial de sistemas de energia”, disse Velicovich, falando em Islamabad. Questionado sobre qual tecnologia estava abrangida pelo acordo, Velicovich se recusou a fornecer detalhes, alegando questões de segurança, mas afirmou que se enquadrava na categoria de sistemas aéreos não tripulados. Ele também se recusou a divulgar o valor da encomenda, alegando confidencialidade.
Israel e Marrocos aceitam estreitar relações diplomáticas, diz governo israelense
Acordos alimentaram as preocupações palestinas quanto à viabilidade de uma posição pan-árabe de longa data
Presidente do Parlamento do Irã diz que alta de juros do Fed não pode reabrir Ormuz
“Não dá para aplicar 25 pontos-base (pb) a um gargalo. É o prêmio de risco de Ormuz, e fomos nós que o definimos”, escreveu
A assinatura do memorando de entendimento e o pedido inicial não haviam sido divulgados anteriormente.
Comece agora!
A Powerus, que oferece drones aéreos e marítimos para uso militar e industrial, deve se fundir com uma empresa de capital aberto apoiada por dois dos filhos do presidente dos EUA, Donald Trump, chamada Aureus Greenway Holdings. Ambas as empresas afirmaram que esperam que a fusão seja concluída no início de outubro.
Os filhos de Trump, Donald Trump Jr. e Eric Trump, detêm uma participação na Aureus por meio de um fundo de investimento chamado American Ventures, de acordo com documentos regulatórios dos EUA. A American Ventures deverá deter uma participação de 9,9% na propriedade beneficiária da empresa resultante da fusão, segundo mostram os documentos regulatórios.
As Forças Armadas do Paquistão informaram nesta quarta-feira que uma delegação da Powerus liderada por Velicovich se reuniu com o marechal de campo Syed Asim Munir e que discutiram aquisições de defesa, produção e capacitação de longo prazo. O comunicado das Forças Armadas não mencionou o memorando de entendimento.
Continua depois da publicidade
A assessoria de imprensa das Forças Armadas não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o acordo fora do horário comercial.
O acordo surge em meio à melhora das relações entre Washington e Islamabad sob o governo do presidente Donald Trump, após anos de relações tensas. Trump elogiou publicamente o chefe do Exército do Paquistão, Munir, enquanto Islamabad vem promovendo uma série de iniciativas econômicas, financeiras e de defesa com o objetivo de fortalecer as relações com os Estados Unidos.
Andrew Fox, cofundador e presidente-executivo da Powerus, afirmou que o setor privado de defesa do Paquistão continua “emergente, mas ainda não maduro”, deixando espaço para que empresas norte-americanas avancem mais rapidamente.
Continua depois da publicidade
“O objetivo seria uma parceria tecnológica conjunta, combinando a melhor tecnologia dos EUA com a melhor tecnologia do Paquistão”, disse Velicovich, acrescentando que a Powerus estava explorando maneiras de, potencialmente, desenvolver tecnologia no Paquistão.
Fox rejeitou sugestões de que o crescimento da empresa estivesse ligado ao envolvimento dos filhos de Trump, afirmando que os contratos foram concedidos com base no mérito e que eles “não têm nenhum envolvimento na parte comercial” da empresa.
Um porta-voz de Donald Trump Jr. afirmou que ele é um investidor passivo com participação indireta. “Don não tem qualquer envolvimento na gestão ou nas operações da PowerUS e não desempenha absolutamente nenhum papel na obtenção de contratos nos Estados Unidos ou no exterior”, disse o porta-voz. “Ele não tinha conhecimento prévio desse acordo e não teve envolvimento de qualquer tipo em sua negociação, obtenção ou execução.” Um porta-voz de Eric Trump não pôde ser contatado imediatamente.
Continua depois da publicidade
Conteúdo reproduzido originalmente em: InfoMoney por Reuters.