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O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, divulgou nesta quinta-feira (9) os nomes dos membros das cinco forças-tarefa que examinarão questões-chave que moldam a política monetária dos EUA, como parte de sua iniciativa mais ampla para reformular o banco central mais poderoso do mundo.
Além de acadêmicos, ex-dirigentes de bancos centrais e líderes empresariais, os grupos contam com nomes como o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Armínio Fraga, fundador e presidente do conselho da Gávea Investimentos, que integrará a força-tarefa sobre comunicação da política monetária.
O grupo também reúne Peter R. Fisher, professor da Universidade de Washington, e Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra.
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Entre os empresários escalados estão o ex-CEO do Walmart, Doug McMillon; Marc Andreessen, cofundador da Andreessen Horowitz; e Asha Sharma, vice-presidente executiva e CEO da Xbox na Microsoft.
As novas equipes “atuarão de forma independente, com a missão de seguir as evidências, fornecer feedback sincero e apresentar conclusões rigorosas para o Comitê Federal de Mercado Aberto”, afirmou Warsh em comunicado.
Warsh anunciou a iniciativa pela primeira vez em sua coletiva de imprensa de posse como novo presidente do banco central, em junho, afirmando que os grupos de trabalho estudariam os fatores que afetam a formulação da política monetária do Fed.
Espera-se que os grupos de trabalho concluam seus trabalhos até o final do ano, resultando em um conjunto de recomendações para melhorar a formulação da política monetária.
“Minha esperança é que os resultados dessas iniciativas possam ser um bem público, caso avancemos na reflexão sobre o efeito da produtividade, o efeito dos dados e os novos modelos de inflação”, afirmou Warsh na semana passada, em um evento do banco central em Sintra, Portugal.
A decisão de Warsh de criar uma força-tarefa para examinar a produtividade alimentou especulações de que o novo líder do Fed possa estar mais aberto a reduzir as taxas este ano.
No ano passado, ele afirmou que a IA poderia justificar cortes nas taxas se a tecnologia fosse capaz de proporcionar um aumento significativo — e sustentável — na produtividade.
Ele observou um aumento na produtividade ao longo do último ano e deu a entender que ela continuará a influenciar a economia, dizendo: “Se os últimos quatro trimestres servirem de indício — o que, na verdade, ocorreu em grande parte antes do advento do novo avanço no que a inteligência artificial é capaz de fazer —, acho que há motivos para estarmos otimistas agora.”
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por beatrizoliveira
