Início / Versão completa
Notícias

Governo e setor privado defendem união de investimentos no saneamento

Por rafaelvillarroel 15/09/2026 21:12
Publicidade

Compartilhar matéria

Publicidade

O governo e o setor privado defenderam a união de esforços e uma “conjunção” dos investimentos no saneamento como fundamentais para a universalização completa dos serviços de água e esgoto até 2033, conforme estipulado pelo marco legal.

O painel “A escala de capital para universalizar o saneamento” ocorreu durante o CNN Talks Infra Saneamento: A Segunda Metade do Caminho até 2033, realizado nesta terça-feira (15), em São Paulo, que reuniu autoridades, empresários e especialistas.

Participaram do painel o ministro das Cidades, Antônio Vladimir Moura Lima, o Superintendente de Infraestrutura do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Felipe Borim, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de SP, Natalia Resende, e o presidente da Sabesp, Carlos Piani.

Publicidade

Em sua fala, o ministro afirmou que a universalização dos serviços é um desafio grade, mas que isso não tira a necessidade de “acelerar” o processo e transformar os investimentos em realidade.

Segundo Lima, o governo faz gestão junto aos estados e municípios e “não há o que falar em adiar” o prazo de 2033.

Ainda durante o painel, o ministro defendeu os investimentos em conjunto com setor privado ao citar as debêntures incentivadas e a destinação de recursos para municípios menores e mais carentes.

“O setor privado vem para somar, para fazer uma composição de recursos (…) o saneamento é um compromisso com a sociedade, temos que unir esforços e fazer o volume de recursos sair do papel”, defendeu.

“Segunda metade é grande desafio”

Para o Superintendente de Infraestrutura do BNDES, Felipe Borim, o banco vive um momento particular e com muito êxito no saneamento, afirmando que é necessário seguir com a combinação entre os investimentos público e privado para se conseguir alavancar o capital.

Durante sua fala, Borim definiu a segunda metade do ciclo para universalizar como o grande desafio.

O executivo citou estruturação de projetos, além dos mais de R$ 110 bilhões em investimentos.

Dentre as localidades desses projetos estão o Rio Grande do Norte, Goiás, Rondônia e a capital gaúcha Porto Alegre, somando R$ 45 bilhões.

“Estamos vendo uma transformação imensa no setor, nós buscamos construir bons projetos, usando subsídios cruzados, usando recursos públicos”, ponderou.

Represetando um ente federativo, Natalia Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do estado de São Paulo, defendeu o planejamento e a governança como chaves para a ampliação do saneamento, além de endossar os investimentos combinados entre público e privado, ao citar o contrato com a Sabesp, antiga estatal.

Segundo a secretária, o planejamento do governo paulista engloba todo o estado, e independe de governo, com o plano de investimentos previsto até 2060.

Durante sua fala, Natalia defendeu a lógica do govern em regionalizar as operações – olhando a curto, médio e longo prazo, além do estabelecimento de metas anuais, com processo transparente e participação da população.

“Vamos universalizar até 2029”

Em relação ao setor privado, o diretor-presidente da Sabesp, Carlos Piani, reforçou a meta da companhia em universalizar os serviços antes do prazo, em 2029, e defendeu o plano da empresa para chegar ao cumprimento das metas.

Segundo Piani, o contrato firmado foi inteligente e inovador, diante de um processo longo e que se leva tempo.

A previsão da Sabesp é de que o pico das obras ocorra entre o final deste ano e 2027.

“A partir de 2027, temos a missão de executar obras individualizadas pelos municípios atendidos (371 cidades), além de investir no tratamento de água, expandir as estações de tratamento”, disse.

O CNN Talks Infra Saneamento: A segunda metade do caminho até 2033 reuniu autoridades, empresários e especialistas para debater os principais gargalos e apontar caminhos do setor.

O evento tem como ponto de partida um dado preocupante: no ritmo atual, o país só alcançaria a universalização do saneamento em 2070 — 37 anos após o prazo estabelecido pela própria legislação, que prevê a meta para 2033.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por rafaelvillarroel.

Conteúdo Original / Fonte: rafaelvillarroel
Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site