Líder do Comando Vermelho na Bahia é preso no Rio
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Equipes da Polícia Civil prenderam, nesta sexta-feira (4), Marisson dos Santos Silva, conhecido como “Nino Braw” ou “Nino”, apontado pela corporação como uma das lideranças do Comando Vermelho com atuação na Bahia. A prisão foi feita na Serra das Araras, quando o investigado deixava o Rio de Janeiro em direção a São Paulo.
A prisão de Nino foi feita em união com policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), do Rio de Janeiro, em ação integrada com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e informações da inteligência da Polícia Civil da Bahia, que apontou o local onde ele estava escondido.
Segundo as investigações, Nino fazia parte da facção Bonde do Maluco (BDM), mas rompeu com o grupo e passou a integrar o Comando Vermelho.
Contra o suspeito havia um mandado de prisão temporária em aberto, expedido pelo 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador.
Escondido no Rio de Janeiro, segundo a polícia, ele teria assumido a função de liderança e passou a coordenar ataques contra integrantes e territórios de sua antiga facção na Bahia, dando ordens à distância.
Com as informações, agentes foram mobilizados para interceptar o veículo na Rodovia Presidente Dutra, na altura da Serra das Araras, no Rio de Janeiro, onde ele foi abordado e preso antes de conseguir deixar o estado.
Veja momento da prisão
Investigado pela morte de Gustavo Barbosa dos Santos, de 17 anos, e por duas tentativas de homicídio, Marisson dos Santos Silva foi preso no contexto da “Operação No Brown”.
Investigações realizadas pela 2ª Delegacia de Homicídios (2ª DH/Central) apontam que o crime aconteceu no dia 4 de julho de 2026, Cajazeiras IV, quando o carro em que Gustavo estava, junto com o pai, de 53 anos, e um amigo, de 19 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo efetuados por pessoas de outro veículo.
Assim, foram apreendidos o veículo que Nino conduzia e diversos celulares.
O suspeito e o material apreendido foram apresentados na Cidade da Polícia, na capital fluminense.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa do suspeito. Até o momento, o espaço segue aberto.
*Sob supervisão de Thiago Félix
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por anaclaracampos.