Mendonça cede em processos, mas mantém sigilo sobre celular de Vorcaro
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça cedeu ao pedido de outros ministros da Suprema Corte e retirou o sigilo de uma série de processos relacionados ao caso Master nesta sexta-feira (11).
Mendonça atendeu ao pedido do PGR (Procurador-Geral da República) e derrubou o sigilo de outros 18 processos que envolvem os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Ciro Nogueira (PP-PI), o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e as investigações sobre o financiamente de “Dark Horse”, filme livremente inspirado na história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além da pressão pela queda do sigilo total envolvendo os processos do caso master, os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes pediram também que Mendonça liberasse o acesso completo aos registros encontrados no telefone de Vorcaro.
Em pedido anterior à decisão de Mendonça, Moraes afirma que o relator do caso estava direcionando a queda de sigilo para “proteger grupos políticos”, e citou que o colegiado segue sem acesso a 18 petições e a 180 documentos relacionados ao Master.
Em meio à “guerra de despachos” na Suprema Corte, o ministro Gilmar Mendes encaminhou um pedido para que o presidente do STF, Edson Fachin, assumisse a relatoria do caso. O decano do STF defende que processos relacionados sejam analisados em conjunto e que a Presidência coordene o julgamento.
Em sua petição, Zanin destacou que os dados retirados do telefone de Vorcaro seriam usados para analisar as investigações sobre o ministro Alexandre de Moraes.
Apesar dos pedidos de outros ministros, Mendonça manteve o sigilo sobre as conversas presentes no celular de Vorcaro.
Na decisão, Mendonça argumentou que a queda de sigilo do aparelho comprometeria as investigações e que “jamais poderia publicizar” a totalidade do caso Master. O relator dos processos afirmou também que os dados completos do aparelho estão com a Policia Federal.
*Sob supervisão de João Ker
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Arthur Bambini.