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Moraes acusa Mendonça de perseguir Alcolumbre e outros ministros do STF

Por fernandafonseca 03/09/2026 19:30
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acusou nesta quinta-feira (3) o colega André Mendonça de direcionar investigações contra ele e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) por motivos pessoais e políticos.

A afirmação consta de decisão baseada em relatórios de inteligência da PF (Polícia Federal) sobre a atuação de Mendonça nas operações Compliance Zero e Sem Desconto.

Um dos documentos aponta Alcolumbre como possível “alvo estratégico” por sua força política e pelo poder do presidente do Senado de dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.

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Segundo o relatório, Mendonça poderia enxergar no presidente do União Brasil, Antonio Rueda, uma “rota de acesso” a Alcolumbre. O texto também menciona a resistência que o senador ofereceu à indicação de Mendonça ao STF, durante o governo Jair Bolsonaro.

A decisão ainda afirma que Mendonça demonstrava “interesse no início de investigação formal” contra Moraes e teria pedido mais de uma vez que a equipe da PF apresentasse alguma provocação para abrir uma apuração contra ele.

Moraes acrescenta que Mendonça adotava tratamento diferente em relação a outros integrantes da Corte. Um dos relatórios afirma que o ministro apresentava postura de “defesa” em relação a Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, em contraste com a posição adotada diante de Moraes.

Na conclusão, Moraes afirma haver “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça, além de direcionamento de investigações contra Moraes e Alcolumbre por motivos pessoais e políticos.

Moraes também citou relatórios de inteligência da Polícia Federal que estariam sendo usados para produzir fatos desabonadores contra alguns ministros do STF. Ele mencionou Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Outras autoridades mencionadas foram o diretor-Geral da PF, Andrei Rodrigues e o procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

A decisão amplia o embate entre os dois ministros, intensificado nesta semana após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF com mensagens e registros envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Mendonça também afirmou que os novos elementos deveriam ser analisados pelo plenário do Supremo.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por fernandafonseca.

Conteúdo Original / Fonte: fernandafonseca
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