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O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e a ex-senadora e jornalista Ana Amélia Lemos debateram, na sexta-feira (10), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre as “eleições 2026: IA em campanha é vantagem injusta ou inovação legítima?”
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026 vai limitar o uso de inteligência artificial. Segundo apuração, Lula teria dito a pessoas próximas que não pretende responder com a mesma linguagem utilizada por adversários que recorrem à tecnologia para produzir conteúdos fictícios.
A decisão ganhou força após a circulação de materiais produzidos com IA por adversários políticos. Nesta semana, Flávio Bolsonaro (PL) compartilhou um vídeo gerado pela tecnologia em que aparece pilotando um avião de caça em uma missão para localizar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
Integrantes da direção do PT afirmam que o partido não rejeita a inteligência artificial como um todo. A legenda diferencia o uso da tecnologia como ferramenta de edição e aprimoramento de conteúdo da produção de notícias falsas, deepfakes e vídeos que simulem situações irreais. A estratégia também coincide com uma ofensiva que o partido prepara na Justiça Eleitoral para defender regras mais rígidas para o uso da IA nas campanhas.
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Debate sobre os riscos da IA no processo eleitoral
José Eduardo Cardozo avaliou que a inteligência artificial é “uma faca de dois gumes”. Para ele, a tecnologia pode ser utilizada tanto para fins positivos quanto para a produção de fake news, diálogos que nunca existiram e situações publicitárias que “fogem totalmente ao bom senso, à verdade e à realidade”.
Cardozo defendeu a decisão de limitar o uso da IA na campanha e criticou conteúdos como o vídeo de Flávio Bolsonaro, classificando-o como algo que “tende ao ridículo” e “depõe contra o debate maduro que deve marcar uma democracia”.
Cardozo alertou ainda para o risco de manipulação do eleitorado com conteúdos falsos produzidos às vésperas do pleito. Para ele, além de mecanismos sancionatórios e preventivos, é necessário “despertar a consciência crítica da sociedade” para não consumir conteúdos falsos produzidos pela tecnologia.
Justiça Eleitoral está preparada para regular a IA?
Ana Amélia Lemos destacou a dificuldade de distinguir, na vida cotidiana, uma produção gerada por inteligência artificial da realidade. “É muito difícil na vida comum você distinguir uma produção por inteligência artificial do real ao imaginário”, afirmou.
Ela questionou se a Justiça Eleitoral brasileira estaria suficientemente preparada para identificar, em tempo hábil, os excessos cometidos com o uso da tecnologia durante as campanhas, sem ferir o princípio da liberdade de expressão.
Ana Amélia defendeu que a Justiça Eleitoral precisa se antecipar e encontrar instrumentos legais para combater o que classificou como uso “criminoso” da inteligência artificial nas campanhas. “Não vai resolver o problema na hora que aconteceu o crime”, alertou. Ela também ressaltou a responsabilidade do eleitor diante desse cenário: “O voto tem consequência, e é isso que o eleitor brasileiro precisa se dar conta.”
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosdeepfakesEleições 2026Inteligência ArtificialJustiça Eleitoral
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites
