O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou neste domingo (23) o Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, mecanismo utilizado em situações em que a produção de eletricidade supera o nível necessário para atender à carga do sistema.
O operador havia comunicado previamente as distribuidoras para que estivessem preparadas para reduzir a geração de ativos conectados às redes de distribuição, sobre os quais o ONS não possui controle direto.
Segundo o operador, a necessidade de intervenção está relacionada à combinação entre a geração da micro e minigeração distribuída, principalmente sistemas instalados próximos aos consumidores, e a menor demanda por eletricidade durante o fim de semana.
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O ONS também reduziu a produção de fontes que estão diretamente sob seu comando no Sistema Interligado Nacional (SIN).
É a segunda vez em 2026 que o plano emergencial é acionado.
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Por que excesso de energia é um problema?
O sistema elétrico precisa manter, em tempo real, equilíbrio entre a quantidade de energia produzida e aquela consumida. Uma oferta excessiva também pode representar um problema para a operação e exigir redução da geração.
O Plano de Gestão de Excedentes entra em ação quando os cortes realizados nas usinas controladas pelo ONS não são suficientes e ainda existe produção nas redes das distribuidoras que precisa ser diminuída.
Esse cenário tem ganhado importância com o crescimento da geração distribuída, especialmente da energia solar fotovoltaica. Diferentemente das grandes usinas conectadas diretamente ao sistema, esses equipamentos estão ligados às redes das distribuidoras e não podem ser comandados diretamente pelo operador nacional.
A situação tende a ser mais desafiadora em domingos e feriados. Enquanto o consumo de energia diminui, sistemas solares continuam produzindo durante as horas de maior incidência de luz, reduzindo a parcela da demanda que precisa ser atendida pelas usinas controladas pelo ONS.
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Segundo dados citados pela CNN Brasil com base em estudos do operador, a capacidade instalada de micro e minigeração distribuída no país já supera 43 GW.
O plano foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025 e é tratado pelo ONS como um recurso para situações em que as demais medidas disponíveis para equilibrar geração e consumo já foram adotadas.
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O acionamento não significa falta de energia no país. O problema enfrentado neste domingo é justamente o inverso: há geração suficiente para que parte da produção precise ser temporariamente reduzida para preservar o equilíbrio operacional do sistema elétrico.
Conteúdo reproduzido originalmente em: InfoMoney por Jonathas Costa.
