PGR pediu “preservação imediata” de dados vinculados a Thiago Miranda

Por CNN Brasil 09/07/2026 às 16:33

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A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a “preservação imediata dos dados vinculados” ao publicitário Thiago Miranda, alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (9), pela PF (Polícia Federal).

“No que concerne aos aparelhos eletrônicos eventualmente angariados, como medida cautelar de natureza conservatória, voltada a evitar o perecimento, a adulteração ou a supressão de evidências digitais e a resguardar a efetividade do acesso a registros telemáticos, requer-se a determinação de preservação imediata dos dados vinculados ao investigado, inclusive aqueles armazenados em serviços de computação em nuvem”, diz a PGR.

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“Deve-se impedir a exclusão, a alteração ou a migração de arquivos, preservando-se, também, os respectivos metadados, registros de acesso, endereços de IP e históricos de sincronização. Mostra-se pertinente, ainda, a autorização para acesso forense às contas e aos ambientes virtuais associados ao investigado, com extração técnica do conteúdo armazenado e observância da cadeia de custódia, assegurando a integridade, autenticidade e rastreabilidade dos dados coletados”, continua.

A nova fase da Operação Compliance Zero investiga a atuação de uma possível organização criminosa relacionada ao Banco Master, dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.

Ao autorizar a investigação, o ministro André Mendonça emitiu dois mandados de busca e apreensão em Brasília. Segundo apuração da CNN Brasil, foi autorizada a busca e apreensão em endereços ligados a Miranda.

De acordo com ministro, os investigadores apontaram que Vorcaro utilizou fundos das fraudes do banco liquidado para realizar uma campanha de desinformação na mídia.

Quem é Thiago Miranda?

Thiago Miranda é dono da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi.

Nome recorrente nas conversas obtidas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Thiago Miranda também é sócio do Portal LeoDias, focado em notícias de famosos e entretenimento. Além de seu papel publicitário, ele também era um dos responsáveis pela seleção de influenciadores contratados para atacar o Banco Central e jornalistas.

Conhecida por trabalhar com o público chamado de “triple A” (consumidores de altíssima renda), a empresa de Miranda trabalhou com mais de 200 empresas como Gucci, Balenciaga, Prada, XP Investimentos, entre outras.

No site da agência, o cartão de visita anuncia aos aos clientes uma especialização em “construção de reputação” e “gerenciamento de crise”.

Sob o princípio de “discrição absoluta”, Thiago Miranda, segundo a PF, se tornou um dos intermediadores entre o ex-dono do Banco Master e a ação dos influenciadores após a liquidação do seu banco.

Além disso, como revelado nas conversas obtidas pela corporação, Miranda foi responsável por tentar cooptar jornalistas que Vorcaro acusava de prejudicar sua imagem.

Em nota, a defesa de Thiago Miranda refutou a prática de qualquer ilegalidade e destacou que a investigação em curso não autoriza “juízo antecipado de culpa”. Leia abaixo.

Nota da defesa de Thiago Miranda

Acerca dos fatos amplamente divulgados no dia de hoje, a defesa de Thiago Miranda vem a público refutar, de forma categórica, a prática de qualquer ilegalidade por seu constituinte.

Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros. A defesa esclarece que a existência de investigação em curso não autoriza qualquer juízo antecipado de culpa, devendo ser rigorosamente preservadas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e, sobretudo, da presunção de inocência.

Thiago Miranda está inteiramente à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborar com a apuração dos fatos e demonstrar, no foro próprio, a absoluta regularidade de sua conduta. Por fim, informa que a defesa acompanhará atentamente todos os atos do procedimento e adotará as medidas jurídicas cabíveis para assegurar que os fatos sejam apurados com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais, afastando-se conclusões precipitadas ou interpretações incompatíveis com a realidade.

Brasília/DF, 09 de julho de 2026.

Rafael Martins OAB/DF 19.274

TópicosBanco MasterDaniel Vorcaro


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por leticiamar

Conteúdo Original / Fonte: leticiamar

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