Polícia prende namorado investigado pela morte de estudante no Ceará
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A Polícia Civil do Ceará prendeu, nesta terça-feira (22), João Munhoz Neto, de 34 anos, investigado pela morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, que ocorreu no último dia 13. O namorado da jovem foi localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza.
O Grupo Especial de Investigação (GEI), em união com a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, a 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), realiza as investigações para apurar o caso.
O homem já havia prestado depoimento na nesta segunda-feira (21) e foi ouvido novamente, após a prisão, nesta terça-feira (22). Além dele, foram ouvidas outras sete pessoas.
A corporação explica que novos depoimentos serão feitos nos próximos dias, e que itens como celulares, dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras seguem sendo analisados.
O que diz o laudo pericial?
A perícia produziu, até está terça (22), dez laudos periciais. Além disso, outros três procedimentos estão em processo de conclusão.
Desde a noite da ocorrência, as equipes estiveram no apartamento, no terraço do prédio e no local onde o corpo da estudante caiu na mesma noite da ocorrência.
Na sede da perícia, o corpo de Isabelle passou por exames necroscópicos, além de coletas e exames que possam investigar se houve violência de gênero.
Após análise, o laudo apontou que a causa da morte foi por politraumatismo, com lesões no corpo da vítima compatíveis com o impacto contra o solo. Quanto aos exames laboratoriais, o resultado foi negativo para substâncias toxicológicas.
Os resultados concluídos dos laudos de necropsia, toxicológico e de local de crime foram disponibilizados as autoridades para a investigação. Segundo a nota, os outros resultados serão entregues em um prazo de 10 dias.
“Mãe, te amo”
Isabelle Caracristi era estudante de direito e mantinha um relacionamento de cerca de 2 meses com o homem, apontado pela família como “controlador” e “obsessivo”.
O caso ganhou repercussão após a mãe dela, a professora Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo nas redes sociais pedindo justiça e explicações sobre o caso. Segundo ela, a família apenas soube da morte quando foi ao condomínio verificar o motivo de Isabella não ter respondido as tentativas de contato.
A mãe de Isabelle relatou em um vídeo que a jovem enviou mensagens carinhosas por volta das 19h do dia 13, incluindo a frase “mãe, te amo”. A estimativa da perícia é que a morte tenha ocorrido cerca de uma hora e quarenta minutos depois, às 20h40.
Isorlanda contou que só soube do falecimento no dia seguinte, ao procurar informações no condomínio, e classificou o namorado da filha como controlador e obsessivo.
O relacionamento dos dois havia começado há pouco mais de dois meses, em julho, quando Isabelle ingressou como estagiária em um escritório de advocacia onde o homem também trabalhava.
A família era contrária ao namoro e relatou ter notado comportamentos de afastamento da jovem em relação aos familiares.
A reportagem tenta contato com a defesa do suspeito. O espaço segue aberto.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por anaclaracampos.