Rybakina x Sabalenka: por que a final do US Open não vai mudar o ranking
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A ida à semifinal do US Open já garantiu a Elena Rybakina a liderança do ranking mundial, um posto que ela vai manter independentemente do resultado da final contra Aryna Sabalenka, neste sábado (12), às 16h (de Brasília).
Segundo o ranking ao vivo da WTA, a cazaque já soma 9.201 pontos, contra 7.875 da bielorrussa. Mesmo que Sabalenka vença o título e chegue ao teto possível de pontuação, 8.575 pontos, ainda ficaria atrás.
Isso porque o cálculo leva em conta o que cada uma “defende”. Sabalenka chega como campeã de 2025 (e de 2024), ou seja, os 2.000 pontos do título já eram dela e apenas seriam repostos, sem ganho líquido real em caso de tricampeonato.
Rybakina, por outro lado, havia feito campanha discreta no US Open de 2025, parando na quarta rodada, então qualquer resultado a partir das quartas já representava salto grande de pontos no ranking.
Rybakina compensou período apagado em 2025
A escalada de Rybakina ao número 1 inédito reflete uma temporada de retomada, depois de um segundo semestre de 2025 mais discreto, quando chegou a cair para a 13ª posição do ranking, em julho daquele ano.
A reação começou com uma sequência de 13 vitórias seguidas, a maior da carreira dela no circuito. Nesse período, veio o título do WTA Finals de Riad, em 2025, com campanha invicta e vitória sobre a própria Sabalenka na decisão.
Na sequência, veio o título do Australian Open, em janeiro de 2026, batendo Sabalenka na final por 6-4, 4-6 e 6-4. Foi o segundo Grand Slam da carreira da cazaque, o primeiro havia sido Wimbledon, em 2022.
Ainda na temporada, Rybakina somou o título do WTA 500 de Stuttgart e chegou a duas finais de torneios WTA 1000: Indian Wells (perdendo para a própria Sabalenka, em partida decidida no tiebreak do terceiro set) e Toronto.
Rivalidade entre as duas já soma 17 confrontos
O acúmulo desses resultados, somado à boa campanha em Nova York, explica a distância que Rybakina abriu no ranking mesmo antes de a final ser disputada.
A decisão deste sábado será o 18º capítulo da rivalidade entre as duas tenistas, que já se enfrentaram 17 vezes desde 2019, com Sabalenka à frente por 10 vitórias a 7. Elas também já protagonizaram duas finais de Grand Slam entre si, ambas no Australian Open, com uma vitória para cada lado.
Para Sabalenka, o desafio é duplo: além de tentar reverter a mais recente derrota para a rival em uma decisão de major, ela mira o tricampeonato do US Open, o que a igualaria a Serena Williams como única tricampeã seguida do torneio na Era Aberta.
Já para Rybakina, o título representaria seu terceiro troféu de Grand Slam na carreira e coroaria, com uma taça e tanto, o topo do ranking mundial.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por luccasoliveira.