Zelensky pede apoio contra Rússia igual Otan apoiou EUA após 11 de setembro
Compartilhar matéria
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou suas condolências às famílias das vítimas e aos sobreviventes dos ataques terroristas de 11 de setembro, na data em que os atentados completaram 25 anos.
“Hoje é um dia especial e importante; um dia de pessoas fortes e um dia de grande tragédia”, disse ele em uma entrevista remota, realizada do Canadá com Fareed Zakaria, da CNN, durante o Fórum YES em Kiev. Ele acrescentou que cidadãos ucranianos — incluindo um bombeiro de Nova York de ascendência ucraniana — estavam entre as pessoas que morreram naquele dia.
Zelensky destacou como, após os ataques letais, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) invocou o Artigo 5º — que estabelece que um ataque armado contra um membro da aliança é um ataque contra todos eles.
Foi a primeira e única vez que o artigo foi invocado. Nas semanas seguintes aos ataques, a Otan concordou com medidas que incluíam o compartilhamento de informações de inteligência e o reforço da segurança em instalações dos Estados Unidos e de outros aliados em território americano.
Em outubro de 2001, a aliança militar lançou sua primeira operação antiterrorismo, com aeronaves auxiliando no patrulhamento do espaço aéreo dos EUA.
“Foi um momento em que a Otan pôde demonstrar sua força ao aplicar o Artigo 5º, o que significa que, se as pessoas estão dispostas a salvar e preservar sua civilização, seus direitos, suas liberdades e seus valores, elas precisam responder a todo inimigo, a todo terrorista; o mal deve ser punido”, disse Zelensky.
“Naquela ocasião, houve uma resposta mundial avassaladora”, acrescentou.
No entanto, Kiev tem ficado praticamente sozinha para lidar com a resposta aos ataques contínuos da Rússia contra a Ucrânia, afirmou Zelensky, reiterando apelos anteriores por garantias de segurança diante da guerra com a Rússia.
“Podemos comparar isso à maneira como o mundo — o mundo inteiro — se uniu em torno daquela tragédia de 11 de setembro, há 25 anos? Acho que a resposta é… não há comparação.”
Esse conteúdo foi publicado originalmente emVer original
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por mariabaccarin.