Como o Brasil termina 2025? Respostas de 1.075 leitores:
Melhor do que era – 79,3%
Igual ao que era – 6,1%
Pior do que era – 14,6%
Bolsonaro joga o tapete para a passagem de Lula ao quarto mandato
Lula escolheu Bolsonaro como adversário em 2022, e Bolsonaro se escolheu, ao indicar Flávio para presidente, como adversário de Lula em 2026. Inelegível até completar 105 anos de idade, se para tanto tiver saúde, ou Bolsonaro agia assim ou perderia a condição de o maior líder da direita no Brasil, embora preso.
Por que não Michelle ao invés de Flávio? Ela pontua melhor nas pesquisas de intenção de voto, é forte entre os evangélicos, atrairia o apoio das mulheres que nunca viram o bolsonarismo com bons olhos, e não tem telhado de vidro como Flávio. Ora, porque Michelle é mulher, e Bolsonaro não a controla inteiramente.
A primeira mulher de Bolsonaro, Rogéria, mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, se elegeu vereadora pelo Rio em 1992 e se reelegeu em 1996 com o apoio do marido. Dada a gestos de independência, Bolsonaro decidiu derrotá-la nas eleições seguintes e lançou a candidatura de Carlos, que tinha apenas 17 anos.
O filho venceu a mãe, e esse trauma Carlos carrega até hoje. Bolsonaro separou-se de Rogéria e se casou com Ana Cristina Valle, mãe de Jair Renan. Amigos do casal contam que Ana Cristina traiu Bolsonaro e que por isso o casamento acabou. Bolsonaro ama Michelle e depende cada vez mais dela.
Ao fazer de Flávio seu herdeiro político, Bolsonaro liberou muita gente para ir cuidar da própria vida. Se antes Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, oscilava entre candidatar-se à reeleição ou à Presidência da República, já não oscila. Sempre disse que respeitaria qualquer que fosse a decisão de Bolsonaro.
Eram os partidos do Centrão que assediavam Tarcísio para que concorresse à Presidência. Tais partidos parecem dispostos a se concentrar doravante nas eleições legislativas e para os governos estaduais. Ronaldo Caiado, governador de Goiás, diz que manterá sua candidatura a presidente. Mas por qual partido?
O dele, o União-Brasil, que apoiaria Tarcísio, não pensa em ter outro candidato a presidente. O PP, do senador Ciro Nogueira, também não. Crescer no Congresso é o que lhes importa. Gilberto Kassab, presidente do PSD, seguirá dando corda na candidatura a presidente de Ratinho Jr., governador do Paraná. E Ratinho?
Nem o pai dele o aconselha a se candidatar. Ratinho tem uma eleição certa para o Senado. Por que trocá-la por algo incerto? A não ser que queira plantar a semente para uma nova candidatura a presidente em 2030. Quanto a Romeu Zema, governador de Minas Gerais… Ninguém acredita que ele possa vencer Lula.
Por enquanto, Lula está rindo à toa com o cenário à sua frente.
Barco bombardeado duas vezes no Caribe não tinha os EUA como destino
A embarcação bombardeada duas vezes por militares norte-americanos no Caribe, no dia 2 de setembro deste ano, não tinha os Estados Unidos como destino. Os supostos traficantes venezuelanos estavam indo ao Suriname, na América do Sul.
O ataque, que não deixou sobreviventes, foi o primeiro de uma série de mais de 20 bombardeios realizados por militares norte-americanos no Caribe e no Pacifico, como parte de uma ação para combater o tráfico internacional de drogas para os Estados Unidos. Confira vídeo do primeiro bombardeio:
O almirante Frank Bradley, que supervisionou a primeira operação militar, prestou esclarecimentos para deputados e senadores dos EUA na última quinta-feira (4/12), de acordo com a CNN Internacional, e revelou a informação.
No Suriname, os supostos traficantes tinham um encontro marcado com uma embarcação maior. A investigação dos EUA aponta que a rota de tráfico que passa pelo Suriname tem como destino os mercados da Europa.
A nova informação vai contra a justificativa que o presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao ataque do dia 2 de setembro. Em publicação após a operação, o republicano justificou que “os terroristas estavam em alto-mar, em águas internacionais, transportando narcóticos ilegais com destino aos Estados Unidos”.
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Democratas dizem que bombardeio foi um crime de guerra
O bombardeio do dia 2 de setembro tornou-se um dos principais assuntos dos Estados Unidos na última semana, por conta de acusações de crime de guerra cometido pelos militares.
Um relatório mostrou que ao menos dois dos 11 tripulantes sobreviveram ao primeiro bombardeio, e chegaram a acenar por socorro. No entanto, de acordo com o jornal Washington Post, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, autorizou um segundo ataque.
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Ataque dos EUA a barco no Cariba
Reprodução/Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM)
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Ataque dos EUA a barco venezuelano
Divulgação/Redes Sociais
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Ataque dos EUA a barco no Pacífico
Reprodução/Redes sociais
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Ataque dos EUA a barco no Pacífico
Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA
Em pronunciamento, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou o segundo ataque, sob justificativa de “garantir a destruição do barco”. No entanto, o manual do Pentágono sobre direito de guerra determina que combatentes “feridos, doentes ou náufragos” não representam mais uma ameaça e não devem ser atacados.
Parlamentares democratas acusam as Forças Armadas dos EUA de crimes de guerra, e convocaram o comandante da operação, almirante Mitch Bradley, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, para prestar esclarecimentos ao Congresso, no Capitólio.
Após a audiência, onde os vídeos das operações foram exibidos, os parlamentares conversaram com a imprensa e demonstraram preocupação com a operação militar na América Latina.
O deputado democrata Jim Himes disse a repórteres que os dois sobreviventes do primeiro ataque pareciam estar “em claro sofrimento, sem qualquer meio de locomoção”, e classificou o segundo ataque como “uma das coisas mais perturbadoras que já vi em meu tempo no serviço público”.
Os parlamentares republicanos diminuíram a importância do caso e defenderam a operação. O senador Tom Cotton classificou a ação militar como “totalmente legal e necessária”.
O presidente Donald Trump disse na quarta-feira (3/12) que apoiava o segundo ataque. “Eu apoio a decisão de afundar os barcos”, afirmou para jornalistas.
A Polícia Federal apreendeu, durante a operação dessa quarta-feira (3/12) na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, um vídeo intitulado “festa da cueca”.
A gravação teria sido usado para chantagear magistrados em um esquema de direcionamento de sentenças, e mostra integrantes da vara em um quarto de hotel cinco estrelas de Curitiba com garotas de programa.
A coluna apurou que esses encontros aconteciam mensalmente, e eram financiados por escritórios de advocacia.
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A operação da PF foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e teve como foco investigar suspeitas de que informações confidenciais eram usadas para pressionar decisões da vara que foi responsável pela Operação Lava Jato.
Além do vídeo, os agentes recolheram versões físicas de processos e documentos de investigações conduzidas antes da Lava Jato. No pacote, teriam informações relacionadas ao empresário Tony Garcia, que atuou como informante em apurações comandadas pelo então juiz Sérgio Moro, e dados envolvendo acordos de colaboração do doleiro Alberto Youssef.
Em junho de 2024, um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já havia apontado possíveis desvios de recursos públicos praticados por juízos que atuavam na Vara em casos ligados à Petrobras.
O documento afirma que Moro, quando magistrado, teria agido em parceria com Deltan Dallagnol e a juíza Gabriela Hardt para destinar R$ 2,5 bilhões à criação de uma entidade privada. À época, Moro negou as acusações e classificou o relatório como “ficção”.
Aliados de Tarcísio resistem a jogar a toalha após escolha de Flávio
Aliados de Tarcísio Freitas (Republicanos) prometem, nos bastidores, não jogar a toalha após o anúncio de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi escolhido como candidato do pai ao Palácio do Planalto em 2026.
Embora Tarcísio tenha sido informado sobre a decisão pessoalmente por Flávio durante conversa nesta semana, conforme revelou a coluna, o entorno do governador paulista recebeu a notícia com ceticismo.
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O governador Tarcísio de Freitas
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Tércio Teixeira/Metrópoles — @tercioteixeira1
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Fábio Vieira/Metrópoles
A aposta dos aliados de Tarcísio é de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode mudar de ideia até 2026 e retomar o plano de lançar o atual governador de São Paulo como seu candidato ao Planalto.
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O entorno de Tarcísio acredita que, após o anúncio, Flávio se tornará ainda mais alvos de ataques. Há ainda a aposta de que a reação do mercado e do Judiciário, que preferem o governador, pode alterar o cenário.
Apesar de resistirem a jogar a toalha, aliados aconselharam Tarcísio a endossar a escolha de Bolsonaro publicamente e a manter as articulações para uma candidatura presidencial em máxima discrição.
Raio-X da Papuda: presídio tem criminosos de três facções diferentes
O Complexo Penitenciário da Papuda abriga, atualmente, 462 detentos que se consideram faccionados. A coluna apurou que, separados por celas, eles atuam dentro do presídio de forma veemente e estruturada, com o objetivo de cooptar custodiados para seus grupos criminosos.
Até o dia 4 de novembro deste ano, a Papuda abrigava 206 integrantes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), 183 do grupo local Comboio do Cão (CDC) e 73 da facção carioca Comando Vermelho (CV).
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A estratégia para impedir a expansão na cadeia
Enquanto grandes capitais brasileiras enfrentam presídios controlados por facções, o DF sustenta um modelo de inteligência policial e de política penitenciária diferente dos demais: a Polícia Penal do DF mantém rivais lado a lado.
De acordo com o delegado Jorge Teixeira, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil do DF (PCDF), a convivência forçada impede que um grupo use o ambiente prisional como campo de recrutamento, uma vez que um faccionado não consegue “cooptar” outro com um rival à espreita.
“Eles têm uma política de misturar todos. Aqui em Brasília não tem isso de presídio do PCC e outro do CV. Misturam justamente para frear a expansão de uma e de outra”, explica o delegado.
Megaoperação no DF
Na última quinta-feira (4/12), a PCDF deflagrou duas operações simultâneas contra a expansão da facção paulista no DF. Foram desencadeadas as operações Concórdia II e Occasus, que miram a reestruturação de células ligadas ao PCC.
Ao todo, 110 policiais foram mobilizados para cumprir 25 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão em diversas regiões administrativas do DF, entre elas Samambaia, Santa Maria, Ceilândia, Planaltina, Recanto das Emas e Núcleo Bandeirante, além de endereços em Valparaíso (GO) e em presídios do Distrito Federal.
Bilhetes e Yin e Yang
Durante a ação policial, os investigadores apreenderam diversos bilhetes em posse dos alvos que estão custodiados no Complexo Penitenciário da Papuda.
Conforme apontado pelo delegado Teixeira de Lima, os presidiários integravam células independentes da facção paulista e, dentro da Papuda, trabalhavam para cooptar novos integrantes, com o objetivo de expandir a atuação do PCC no DF.
Na casa de um dos alvos, os investigadores se depararam com um Yin e Yang pichado em uma das paredes. Esse símbolo representa a facção paulista.
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Símbolo do PCC pichado na parede da residência de criminoso
Material cedido ao Metrópoles
O desenho estava em uma parede branca da residência, localizada em Valparaíso de Goiás (GO).
Segregação: dossiê narra vida de mulheres negras no início de Brasília
Enquanto os prédios modernistas do Plano Piloto eram erguidos, mulheres negras movimentavam Brasília em busca de direitos políticos, melhores condições de vida e reconhecimento em um espaço que historicamente lhes foi negado.
“A primeira instituição que eu participo é de forma clandestina, na 414 Sul. Eu ia para aquela reunião, tinha que ser de noite e tinha que ser tudo fechado. Era a estratégia que nós tínhamos de Zumbi dos Palmares, a estratégia do papel de um quilombo”, relata a jornalista Jacira da Silva, 74 anos, que acompanhou de perto e participou ativamente do desenvolvimento da Constituição Federal de 1988.
O relato de Jacira e outras seis mulheres negras que vieram para Brasília na época da fundação da nova capital do país compõe o dossiê “O lugar das mulheres pretas na construção de Brasília nas décadas de 70, 80 e 90”, uma iniciativa do Núcleo de Arte do Centro-Oeste (Naco) e coordenada pela consultora chilena Paloma Elizabeth Morales Arteaga.
Além das entrevistas, uma profunda pesquisa foi realizada em raros documentos do Arquivo Público do Distrito Federal para localizar e evidenciar a atuação dessas lideranças femininas durante a construção de Brasília e o processo de redemocratização.
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Paloma conta que, mesmo não sendo brasileira, sua percepção sobre o Brasil foi marcada pela presença majoritária da população negra nas ruas e, ao mesmo tempo, pela ausência de reconhecimento dessa maioria.
“Eu tenho viajado para Bahia, se a gente vai para o Rio de Janeiro, a maioria das pessoas que tem na rua são pessoas negras. Então, é impressionante que as mulheres ainda tenham que estar em uma luta em um país que, majoritariamente, é povoado por pessoas negras”, disse.
Jacira chegou a Brasília em 1960, aos 9 anos, quando o pai, que era carteiro e foi transferido do Rio de Janeiro. A cidade recém-inaugurada estava longe do ideal vendido ao país. Ela relata que morava na 414 Sul, mas estudava na 206 Sul, então tinha de ir a pé até a escola. Para ela, isso mostra como Brasília era uma capital federal seletiva, onde não havia espaço para o trabalhador.
Jacira cita Milton Santos para explicar a segregação espacial do Distrito Federal, onde a geografia atuou como instrumento de separação: pessoas negras e trabalhadoras foram afastadas do centro para regiões como Ceilândia e Taguatinga.
“Essas pessoas que vêm de outros estados vieram para viver naquele modelo, naquela propaganda de que aqui você tem tudo, casa, comida e moradia, que foi assim que vendeu a capital federal”.
Ativismo e o Movimento Negro Unificado
A politização de Jacira começou na adolescência, quando se mudou para a 405/406 Norte, próximo à Universidade de Brasília (UnB), em plena Ditadura Militar. Ela lembra das cenas de racionamento de alimentos e de manifestações e represálias que aconteciam na universidade.
“Eu saí de uma aula uma vez, com as colegas, e fomos ao mercado. Aí quando chega lá, cadê os alimentos? Era o período do racionamento dos alimentos em mercados […] Só podia comprar dois quilos de açúcar por pessoa, cinco quilos de feijão”.
Veja imagens da construção de Brasília:
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Trabalhadores atuam na construção das grandes estruturas em Brasília
Divulgação/Arquivo Público do DF
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Construção da famosa caixa d’água em Ceilândia
Divulgação/Arquivo Público do DF
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Foto mostra mapa de construção da região
Divulgação/Arquivo Público do DF
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Operários iniciam as fundações de moradias provisórias em Brasília, em meio a canteiros improvisados que marcaram os primeiros anos da nova capital.
Divulgação/Arquivo Público do DF
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Pessoas distribuem panfletos
Divulgação/Arquivo Público do DF
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A caixa d’água em Ceilândia, considerada cartão postal da região
Divulgação/Arquivo Público do DF
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Homens discutem projetos de construção
Divulgação/Arquivo Público do DF
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Trabalhadores iniciam a construção de uma residência
Divulgação/Arquivo Público do DF
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Pessoas negras e trabalhadoras foram afastadas do centro para regiões como Ceilândia e Taguatinga
Divulgação/Arquivo Público do DF
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A vida nas periferias improvisadas da capital contrastava com o projeto modernista do Plano Piloto
Divulgação/Arquivo Público do DF
A entrada no Movimento Negro Unificado do Distrito Federal (MNUDF) ocorreu em 1981. Antes, ela já atuava no Centro de Estudos Afro-Brasileiros (CEAB), especialmente nas áreas de cultura e educação.
“Eu trabalhava com a questão cultural e com o entendimento de que, a partir da educação e da cultura, começaríamos a entender também o que era a democracia racial, que era um engodo que o Estado brasileiro pregava, na época, para a sua sociedade, para nós, população negra, que sempre fomos maioria, mas não maioria de oportunidades e nos espaços de poder”, disse Jacira.
Jacira lembra que mesmo dentro dos movimentos, demorou para que fosse respeitada como mulher negra militante.
“Demorou muito também para que o meu colega, o ativista preto, o meu companheiro de luta, me visse e me respeitasse como uma mulher que também tinha o conhecimento, que tinha o direito de estar na mesa de debate, de estar numa negociação”.
Outras narrativas
O dossiê também reúne relatos de Maria Luiza Júnior, uma das fundadoras do MNU-DF, e da assistente social Cristina Guimarães.
Maria Luiza conta que, antes de o MNU se popularizar no DF, havia o Instituto Nacional Afro-Brasileiro (INABRA), inspirado no movimento negro norte-americano, mas com foco no modelo do “negro bem-sucedido” e que isso excluía muitas pessoas. O MNU, então, foi criado para “nos manter vivos e principalmente manter viva a juventude”, diz.
Cristina, por sua vez, relata como o feminismo hegemônico da época não contemplava a experiência da mulher negra. “A gente não tava se identificando com aquele espaço. A gente perguntava: ‘Mas de que mulher esse movimento está falando? É a mulher negra, indígena, trabalhadora doméstica?’”.
Dessa inquietação nasce o Encontro Nacional de Mulheres Negras, em 1988, fundamental para o surgimento do Coletivo de Mulheres Negras do DF, que Cristina coordenou por quatro anos.
Ela recorda como o encontro gerou resistência dentro de movimentos já estruturados, que temiam a criação de uma nova entidade nacional. E descreve como aquele período coincidiu com a Constituinte e o centenário da abolição.
O Movimento Negro reagiu às comemorações oficiais da abolição, questionando a “falsa abolição”, e promovendo mobilizações que culminaram em uma grande marcha no Rio de Janeiro.
Segundo Cristina, 1988 foi decisivo para o surgimento de diversas organizações negras e feministas, como Criola (RJ), Geledés (SP) e o grupo Mãe Andresa (MA).
“Então, várias organizações foram criadas a partir desse movimento de 1988, né? E até hoje estamos aqui na resistência, na luta, sempre denunciando o racismo”.
Todos os depoimentos do dossiê podem ser acessados na página do Instagram.
A decisão de Jair Bolsonaro (PL) de indicar o seu filho Flávio para concorrer à presidência da República nas eleições de 2026 não foi exatamente uma surpresa entre os aliados mais próximos do ex-presidente.
Considerado o “filho sensato” do clã Bolsonaro, Flávio se tornou a segurança de que não irá ceder na defesa do pai em troca de arranjos políticos.
A estratégia da vez é voltar ao tudo ou nada, no estilo kamikaze que o bolsonarismo gosta e já mostrou que funciona. Afinal, por que ceder às alianças se elas não conseguiram impedir que Jair fosse parar no regime fechado?
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O desfecho desfavoreceu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que chegou a ser a primeira opção de Bolsonaro, mas perdeu o posto pelas titubeadas em apoiar o clã nos momentos mais críticos.
A escolha de Bolsonaro, contudo, não o tira da briga pela Presidência. Tarcísio tem até abril para decidir se troca a reeleição ao governo do estado pela disputa presidencial. Tempo de sobra para testar o desempenho de Flávio nas pesquisas eleitorais enquanto espera no banco de reservas.
Ao se colocar na disputa presidencial, o filho de Bolsonaro será alvo de ataques da esquerda, que já começou a relembrar seu envolvimento com esquema de rachadinha, e a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília cujas prestações consomem 90% da sua renda.
Flávio também não tem um bom histórico com os holofotes. Entrou para a história política do Rio de Janeiro sua imagem desmaiando ao vivo em um debate promovido pela TV Globo nas eleições para a prefeitura em 2016. Ele terminou a disputa em quarto lugar, com 420 mil votos.
De olho no Oscar! Lázaro Ramos detalha agenda intensa de Wagner Moura
Destaque no longa “O Agente Secreto”, Wagner Moura segue em campanha para conseguir a indicação ao Oscar de Melhor Ator rodando pelo mundo com o filme. No Brasil, o candidato à estatueta conta com o apoio do público brasileiro e de seu amigo de longa data, Lázaro Ramos. Em entrevista ao Gshow na CCXP, em São Paulo, o ator comentou sobre o momento intenso vivido por Wagner.
“Ele está muito feliz. Estou achando lindo, faz tempo que eu não vejo ele tão feliz assim, pra essa maratona que é uma candidatura ao Oscar. Meu irmãozinho está lá, estou orgulhosíssimo. Quando eu vi o filme eu falei: ‘Não é que esse cara é bom ator mesmo?’”, brincou. “É bom ter orgulho do irmão”.
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Apesar de Wagner estar correndo pelo mundo participando de eventos, jantares com membros votantes da premiação e até sessões especiais do filme, Lázaro conta que ainda consegue contato com o amigo: “Sabe que ele tem tempo de falar? A gente continua se falando direto. Eu agora estou na fase de cuidar dele. Eu estou vendo que está uma agenda intensa, aí de vez em quando eu mando uma mensagem assim: ‘E aí? Tá comendo direito? Tá conseguindo descansar?’. É irmão, a gente tem que fazer isso.”
Mais do que comemorar as vitórias do amigo, Lázaro celebrou ainda a boa fase do cinema nacional, após vitória de “Ainda Estou Aqui” no Oscar e prêmios para “O Agente Secreto” em Cannes: “Estou sentindo que esses dois últimos anos a gente está comemorando muito, mas em 2026 vamos ter mais coisas pra comemorar”.
“Os filmes que estão chegando aí, acho que vão ter uma conexão grande com o público. ‘Ainda Estou Aqui’ fez uma coisa linda, que foi transformar cinema em futebol, a torcida era assim, e eu estou sentindo o mesmo movimento com ‘O Agente Secreto’”, finalizou.
Rafa Kalimann abre o coração em carta aberta à filha: “Nascendo de novo”
A atriz Rafa Kalimann abriu o coração nesta sexta-feira (5/12) ao publicar uma carta aberta à sua filha, Zuza, fruto do relacionamento com o cantor Nattan. A previsão é que a bebê nasça entre o fim de 2025 e o início de 2026. No vídeo, Rafa e Nattan passeiam na praia e trocam carinhos, ao som de “A Vida é Boa com Você”, de Bryan Behr.
“Oi, filha, dessa vez a carta vai ser em voz alta. Começo te falando que você foi a melhor coisa que aconteceu aqui, e que sua espera é doce, familiar e aconchegante. Talvez, pelo fato de eu sonhar com sua chegada desde muito nova, ter pensado tanto em como seria gerar você e com nosso encontro”, iniciou ela.
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“Estou recebendo a graça de ver nascer em mim uma versão que não existia antes. Falta pouco agora.. e quero muito te contar que por aqui você tem duas pessoas que já carregam um amor indecifrável por você. Nós ainda não sabemos bem como é esse amor, não entendemos ao certo como ele reverbera aqui, só que é profundo, intenso e já muito protetor”, continuou Rafa.
Kalimann continuou e falou sobre a ansiedade para a chegada da filha: “Nós precisávamos de você e me emociona perceber como Deus faz tudo do jeito que tem que ser. Planejamos sua vinda e fomos escolhidos pra te receber. Talvez você ouça ainda aí nossos desabafos por não termos certezas sobre como vai ser sua chegada, se conseguiremos ser bons pais, se faremos tudo certo e o quanto já rimos das nossas óbvias inseguranças de quem só vai aprender na prática. Também tem choro no banheiro, questionamentos, medos e oscilações nas emoções e me perdoa se não consigo te blindar de tanto sentir, também é nossa primeira vez vivendo isso e tudo é muito profundo.”
Por fim, ela citou a preparação do casal para a chegada da filha: “Tudo já tem um cheirinho de novidade, de amor puro. Estamos nascendo de novo pra te ver nascer. Vou sentir saudades dos seus chutinhos, de sermos só uma, de saber de tem dois corações batendo em um só corpo, que você se forma um pouquinho a cada dia, da barrigona enorme que a mamãe está”.
Léo Pereira avalia falta de oportunidade na Seleção Brasileira: “Mereço uma chance”
O zagueiro Léo Pereira, do Flamengo, voltou a falar sobre a falta de oportunidades na Seleção Brasileira. Em entrevista à ESPN Brasil, o defensor reforçou o objetivo de figurar entre o elenco do Brasil. Aos 29 anos, o atleta nunca foi convocado, enquanto companheiros de posição no clube, como Léo Ortiz, Danilo e Fabrício Bruno, hoje no Cruzeiro, integram a lista com recorrência.
O assunto foi abordado nesta sexta-feira (5/12), dia do sorteio dos grupos da Copa do Mundo 2026: “Com certeza é um objetivo que eu tenho. É um sonho de qualquer jogador brasileiro, representar o Brasil e disputar uma Copa do Mundo. Estou trabalhando muito para isso, me dedicando ao máximo para receber essa oportunidade”.
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Dias após levantar os troféus da Copa Libertadores e do Brasileirão, o defensor multicampeão pelo Flamengo acredita estar no melhor momento da carreira: “Creio que mereço uma chance. No que depender de mim, vou estar disponível para ajudar no que for. Já vi o chaveamento. Brasil vai enfrentar Escócia, Marrocos e Haiti”.
Léo Pereira finalizou: “Escócia é uma seleção tradicional, que já teve vários confrontos com o Brasil, Marrocos semifinalista na última Copa… A gente está ligado, e eu espero que eu possa estar lá para ajudar. Vou me preparar, me dedicar. Antes ao Flamengo, claro, que tudo passa por isso, por eu estar representando muito bem o meu clube, e aí as coisas vão acontecer naturalmente.”
Léo Pereira está no Flamengo desde 2020, e acumula 13 títulos pelo clube carioca, sendo quatro Cariocas, duas Supercopa do Brasil, duas Copa do Brasil, dois Campeonatos Brasileiros, duas Libertadores e uma Recopa Sul-Americana. Nesta temporada, ele já marcou cinco gols.
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O concurso 2948 da Mega-Sena será sorteado na noite deste sábado (6/12), em São Paulo. O prêmio principal está estimado em R$ 12 milhões.
O sorteio, que será realizado a partir das 21h, será transmitido no canal do Youtube da Caixa Econômica. O resultado é publicado no Metrópoles.
As apostas podem ser feitas até 20h deste sábado.
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Como jogar
Para apostar, é necessário escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples, com seis números, custa R$ 6. A probabilidade de ganhar com uma aposta de seis dezenas é de 1 em 50.063.860. Já em uma aposta com 15 números, as chances aumentam para 1 em 10.003 por cartela.
Jogadores com 18 anos ou mais podem fazer as apostas on-line. Basta registrar-se no site oficial, ter um cartão de crédito para efetuar o pagamento e seguir o processo de cadastramento, que ocorre em duas etapas. Após preencher os dados, um código de confirmação (token) é enviado por e-mail para validar o cadastro.
Os jogos também podem ser feitos presencialmente em casas lotéricas e agências da Caixa.
O show de Caetano Veloso no Festival Estilo Brasil, em 11 de dezembro, está cada vez mais próximo, e os fãs já têm um guia sólido do que esperar no Ulysses Centro de Convenções.
O roteiro do espetáculo foi revelado pela setlist apresentada pelo cantor no Espaço Unimed, em São Paulo, no dia 29 de novembro. O repertório é um mergulho em seis décadas de carreira, combinando o passado luminoso com as canções que “apontam para o futuro”.
A setlist de 21 faixas mostra um Caetano que não tem medo de misturar as águas, transitando entre o rock incisivo e a balada melancólica. Hinos do Tropicalismo, como “Alegria, alegria” e “Divino maravilhoso”, dividem o palco com sucessos posteriores. O público brasiliense pode esperar a energia dançante de “Odara” e “Gente” (ambas do álbum “Bicho” de 1977).
O artista também resgata a fase dos anos 80, que o consolidou como um hitmaker atento às tendências. Músicas como “Queixa” (do álbum “Cores, Nomes”) e “Eclipse oculto” (do álbum “Uns”), lançado em 1983, estão confirmadas, mostrando a capacidade de Caetano de construir melodias cativantes e originais.
A veia política do artista, que se reafirmou como “cronista sensível da vida pública”, estará presente com a longevidade inesperada de “Podres poderes”, do álbum “Velô”. A canção, que voltou aos holofotes por tocar em estruturas que o Brasil ainda tenta resolver, é um ponto alto de reflexão no show.
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“London, London”: o retrato de Caetano Veloso no exílio
A atualidade também é garantida por faixas do álbum “Meu Coco” (2021), como “Anjos tronchos”, em que Caetano reflete sobre o mundo digital e as redes sociais, e a inédita “Uma Baiana”, que ele define como “uma oração diante dos tempos sombrios”.
O espetáculo solo, que marca a retomada do artista após a turnê com Maria Bethânia, também incluiu uma homenagem emocionante ao pagode dos anos 90, com a interpretação de “Você não me ensinou a te esquecer” (famosa na voz de Fernando Mendes). O show deve ser encerrado em clima de celebração total com “É hoje”.
O público de Brasília encontrará um Caetano em “estado de reflexão”, com um repertório escolhido para olhar a própria obra com generosidade, sem se furtar a reviver momentos de rock, como “Vaca profana” e “Fora da ordem”.
O Festival Estilo Brasil é apresentado pelo Banco do Brasil Estilo, com patrocínio do governo federal e dos cartões BB Visa, e realização do Metrópoles, com produção da Oh! Artes.
Programação
Caetano Veloso
11 de dezembro
Liniker
14 de dezembro
Festival Estilo Brasil
Local: Ulysses Centro de Convenções
Ingressos: Bilheteria Digital
O gari Jackson Bruno de Santana, de 28 anos, foi morto a tiros em um bairro de Salvador, na tarde de quinta-feira (4/12). A vítima também atuava como influenciador, e acumulava mais de 90 mil seguidores nas redes sociais.
Jackson publicava vídeos de humor nos perfis no Instagram e no Tik Tok. A última postagem dele foi realizada horas antes do crime. Nos comentários, amigos e seguidores lamentaram a morte do influenciador.
Ver essa foto no Instagram
O assassinato ocorreu durante o horário de folga do gari. Ele estava em casa, quando foi atender alguém que batia no portão e acabou surpreendido pelos disparos.
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A morte é investigada pela Polícia Civil da Bahia. Até o momento, os investigadores ainda não têm informações sobre a motivação do crime e a identidade dos autores.
A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) lamentou a morte do funcionário. “Nos solidarizamos com familiares, amigos e colegas de trabalho, expressando nossos mais sinceros sentimentos. Jackson será sempre lembrado por sua alegria, comprometimento e dedicação exemplar ao exercer seu trabalho”, diz a nota.
Escolha de Bolsonaro frustra políticos que desejam cadeira de Tarcísio
A notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como seu candidato à Presidência da República em 2026 frustra os planos de diversos aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) que estavam de olho na sua sucessão no Governo de São Paulo, caso o governador fosse o agraciado para disputa ao Palácio do Planalto.
Antes do anúncio, Tarcísio era tido como o “fiel da balança” para uma série de definições do xadrez eleitoral de 2026, tanto em São Paulo como em nível nacional. Isso porque, em meio a especulações sobre o futuro do mandatário paulista, uma disputa se desenrolava nos bastidores entre seus principais aliados em relação a quem seria o candidato apoiado pelo governador como seu sucessor.
Os principais postulantes eram o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB); o presidente da Assembleia Legislativa (Alesp), André do Prado (PL); o deputado federal e ex-secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP); e o vice-governador, Felício Ramuth (PSD). O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, atual secretário de Governo de Tarcísio, também tinha o nome ventilado.
Ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, o deputado federal Ricardo Salles (Novo) é outro que vinha afirmando que seria candidato ao governo paulista sem Tarcísio na disputa. Caso o governador decida, de fato, pela reeleição, Salles diz que se candidatará ao Senado.
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Nas últimas semanas, o governador paulista vinha adotando um discurso nacional, entrando, por exemplo, no debate público sobre segurança e fazendo críticas recorrentes ao governo Lula (PT). Em um evento voltado a empresários no mês passado, o republicano afirmou que é preciso “demitir o CEO” do Brasil.
Embora alguns aliados do governador de São Paulo ainda considerem que o anúncio de Flávio seja um “balão de ensaio”, a confirmação feita pelo próprio senador e pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sobre a candidatura do filho 01 de Bolsonaro, no entanto, faz com que Tarcísio praticamente seja descartado da corrida nacional. Ao menos neste momento.
Ao Metrópoles, Flávio afirmou, inclusive, ter conversado com Tarcísio antes do anúncio de sua candidatura na manhã dessa sexta-feira (5/12) e disse que o governador afirmou que poderia contar com ele “para o que der e vier”.
Surpresa entre aliados
- A notícia da escolha de Flávio como candidato pegou de surpresa alguns aliados de Tarcísio, já que parte do entorno do governador ainda nutria esperanças de que ele seria o candidato de Bolsonaro para representar o grupo na disputa contra Lula em 2026.
- Após o próprio Flávio anunciar que será o candidato, aliados da família Bolsonaro e de Tarcísio consultados pela reportagem afirmaram ter ficado sabendo da novidade pela imprensa.
- Apesar da “surpresa”, a avaliação de alguns é que, embora Tarcísio nunca tenha saído do páreo, sempre houve a impressão de que o ex-presidente determinaria que a cabeça de chapa continuasse com alguém do clã Bolsonaro.
- Segundo um aliado próximo do governador, caso Tarcísio fosse o escolhido, a leitura é que o anúncio ocorreria somente no começo de 2026, às vésperas do prazo de desincompatibilização do cargo, em abril.
- Além disso, segundo essa leitura, anunciar já neste momento que Tarcísio seria o candidato ao Planalto só aumentariam os ataques contra ele, colocando o governador paulista na linha de tiro dos petistas.
- Já Flávio Bolsonaro, segundo interlocutores do grupo, precisa começar a construir sua candidatura mais cedo e rodar o país. Nesse sentido, a antecipação da escolha de seu nome faz com que ele ganhe tempo para iniciar a pré-campanha.
Impactos na esquerda
Além dos aliados, uma permanência de Tarcísio em São Paulo também tem impacto direto nas estratégias da esquerda no estado. Com o governador tido como franco favorito à reeleição, o PT deve apostar em um nome capaz de levar a disputa ao menos para o segundo turno, com o objetivo principal de oferecer um palanque forte a Lula no maior colégio eleitoral do país.
Nesse cenário, desponta o nome do ministro da Fazenda e ex-prefeito da capital, Fernando Haddad (PT). Conhecido do eleitorado e com “recall” de eleições passadas — o petista perdeu para Tarcísio no segundo turno —, Haddad é considerado um “cumpridor de missões” dentro do PT e aceitaria a empreitada, mesmo com altas chances de derrota, se fosse um pedido de Lula.
Caso Tarcísio ficasse de fora da disputa em São Paulo, o cenário seria outro. Nele, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) é citado por petistas como alguém que teria chances reais de vitória. Ex-governador e bastante conhecido do eleitorado paulista, Alckmin teria chances de disputar votos da parcela conservadora do interior e poderia ameaçar o favoritismo do grupo ligado a Tarcísio, segundo aliados.
Outro possível candidato na esquerda é o ex-governador e ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), o único que já se colocou como pré-candidato.
Até então, a principal aposta na esquerda era que Tarcísio sairia à Presidência da República e que o candidato ao governo paulista seria o prefeito da capital, Ricardo Nunes. Agora, a tendência é que a oposição passe a fazer maior escrutínio sobre questões locais envolvendo o governador, centrando os ataques na sua gestão em São Paulo.
PF que matou bancário em barco recebeu R$ 22 mil com viagens e cursos
Réu por matar um homem e atirar em outro durante festa em barco em 2016, o policial federal Ricardo Matias Rodrigues, 53, recebeu mais de R$ 22 mil em gratificações e diárias de viagens a trabalho, feitas entre novembro de 2020 e fevereiro de 2025. O agente será julgado novamente pelo Tribunal do Júri após a primeira condenação, de 24 anos de prisão, ser anulada por erro no processo.
O agente especial, que está na PF desde 2006, segue lotado na Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor) da Polícia Federal (PF) nove anos depois. Ricardo recebeu os valores acima ao ministrar curso de gestão de crise e segurança em Brasília (DF), Goiânia (GO), Paracatu (MG) e Eunápolis (BA), além de viagens para participar de outros cursos em território nacional.
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As viagens e cursos duraram em média cinco dias e os valores pagos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública foram, em média, R$ 2 mil.
A remuneração por ministrar curso é previsto na Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso (GECC) que é pago a servidores públicos federais pelo desempenho eventual de atividades específicas.
O salário do servidor não é possível ser consultado no Portal da Transparência. Segundo o site do Governo Federal, a Polícia Federal não divulga alguns dados para proteger a capacidade investigativa e evitar colocar em risco operações e servidores.
De acordo com a tabela salarial da PF, o salário de agente especial em 2025 é de R$ 21.987,38 e com o reajuste aprovado neste ano a remuneração deve subir para R$ 25.250. Por ter 19 anos como agente, estima-se que o salário ainda pode ter adicional por tempo de serviço.
Formado em ciências econômicas, o agente tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Segurança Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: domínio de cidades, plano de defesa, crime articulado e novo cangaço. O policial tem especialização em inteligência competitiva e contrainteligência corporativa, e MBA executivo em gerenciamento de crises.
Após o crime, que é de conhecimento público, o policial federal também chegou a ser homenageado com uma honraria máxima das policiais militares de seis estados diferentes: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
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Cláudio Muller foi a vítima fatal do crime
Reprodução/Facebook
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Fotos do Corpo de Bombeiros no dia do crime
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O Corpo de Bombeiros do DF atendeu a ocorrência
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Fotos do barco feito pela perícia da PCDF
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Manchas de sangue foram encontradas
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Manchas de sangue foram encontradas
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Honrarias dadas por polícias militares de outros estados ao policial federal
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Recursos recebidos por Ricardo Matias
Reprodução/Portal da Transparência
O crime
- O policial federal será julgado novamente por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa do bancário do Banco do Brasil Cláudio Muller, aos 47 anos.
- Além do assassinato, Matias será julgado por disparar contra Fábio Cunha, que na época tinha 37 anos e conseguiu sobreviver após tiro no peito, onde ficou com bala alojada. O agente utilizou uma pistola glock 9mm para efetuar os disparos, mas não chegou a ser preso porque nenhum policial fez o flagrante.
- As versões contadas por testemunhas divergem em alguns aspectos, mas há um fator em comum nos depoimentos: o desentendimento entre mulheres presentes na comemoração foi o motivo da discussão que acabou na tragédia.
- A esposa de Cláudio alega que foi agredida pela companheira do policial federal, momento em que o marido e o amigo Fábio foram tirar satisfações.
- Já segundo o agente Rodrigues, durante a comemoração do aniversário de três mulheres na embarcação Lake Palace, houve uma confusão, e Cláudio e Fábio teriam agredido a esposa do PF. Rodrigues, então, sacou a arma e ordenou aos supostos agressores que se afastassem.
- Ao perceber que o comando não foi atendido, o policial disparou um tiro no abdômen de cada um e, em seguida, teria pedido para que alguém solicitasse socorro.
À época do crime, Rodrigues se entregou à 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) e confessou que tem ciência da ação e que agiu em legítima defesa. Ele entregou a arma na delegacia e foi liberado após assinar um termo, comprometendo-se a comparecer aos processos judiciais.
Essa versão, entretanto, é contestada por testemunhas que afirmam não terem visto Rodrigues se identificar como policial. O próprio autor dos disparos admitiu ter consumido bebidas alcoólicas na noite da festa. No entanto, segundo a defesa de Rodrigues, o cliente havia consumido “apenas duas ou três taças de vinho”.
Vítima do disparo fatal, Cláudio Muller era assessor empresarial de tecnologia de informação do Banco do Brasil, nasceu no Rio de Janeiro e foi transferido para Brasília em 1998. O homem deixou uma filha de 22 anos, do primeiro casamento, e outra de 9 anos, além da esposa e de um enteado.
Amigo de Cláudio, Fábio Cunha chegou a pedir indenização de R$ 800 mil pelos danos causados, mas a Justiça diminuiu o valor para R$ 50 mil e condenou Ricardo Matias a indenizar o homem que também recebeu um tiro.
Condenação anulada
Matias chegou a ser condenado a 24 anos, nove meses e 15 dias de prisão pelo Tribunal do Júri de Brasília em 2018, mas o julgamento foi anulado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2019 após uma falha procedimental no processo.
A condenação do plenário foi anulada em razão da “ofensa aos princípios da correlação, da plenitude de defesa e do contraditório”. Matias chegou a ter a prisão domiciliar decretada , mas foi revogada depois da anulação da decisão. Outros pedidos de prisão preventiva do MP foram negados pelo TJDFT.
O STJ determinou o retorno dos autos da ação penal para o Tribunal de Justiça do DF para que se apreciasse as demais teses defensivas lançadas na apelação.
A Polícia Federal chegou a abrir um processo administrativo para investigar a conduta do agente, que chegou ser recolhido ao administrativo da Dicor, perdeu o direito a utilizar arma e foi proibido de deixar o Distrito Federal sem autorização prévia da Justiça.
Após a retomada do processo, Ricardo Matias, será julgado novamente no Júri de Brasília no próximo dia 16 de dezembro, às 9h, apesar das tentativas da defesa de cancelar um novo julgamento.
Caso seja condenado novamente e o processo transite em julgado, o agente corre o risco de ser exonerado da Polícia Federal, conforme previsto no artigo 92 do Código Penal.
A Polícia Federal foi procurada e não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre o processo do agente especial da Dicor. A defesa do policial federal também não foi localizada para manifestação. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.
Spotify: o que explica a ausência de mulheres no Top 5 após oito anos?
“Ser mulher no mercado musical é lutar constantemente”, opina Dani Ribas, coordenadora da Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus), quando questionada sobre a ausência de mulheres no ranking de artistas mais ouvidos do Spotify Wrapped, retrospectiva anual feita pela plataforma de música que apresenta os hábitos de consumo de ouvintes no Brasil e no mundo.
Esta é a primeira vez em oito anos, desde 2016, que nenhuma mulher elenca o ranking de cinco artistas mais ouvidos no Brasil durante o ano. Isso inclui as cantoras sertanejas, que dominam o rol desde 2017 e tomam para si um espaço antes majoritariamente masculino, com destaque para Marília Mendonça e Ana Castela.
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O Top 10 de 2025
- Henrique & Juliano
- Grupo Menos é Mais
- MC Ryan SP
- Jorge & Mateus
- MC IG
- Zé Neto & Cristiano
- Matheus & Kauan
- MC Tuto
- Natanzinho Lima
- Filipe Ret
Como base de comparação, Marília Mendonça elencou o primeiro lugar da lista por dois anos consecutivos. Ana Castela, por sua vez, desbancou Henrique & Juliano, MC Ryan SP e Jorge & Mateus no rol de 2023.
Há uma clara predominância masculina. Se nos outros anos a gente viu mulheres no Top 10, neste ano o Top 10 foi dominado por homens. Ana Castela ficou em 11º lugar, Simone Mendes em 12º lugar e Marília Mendonça em 13º lugar.
Carolina Alzuguir, head de música do Spotify
Veja o Top 5 dos últimos 11 anos:
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Mas afinal, por que as mulheres estão de fora?
Para especialistas no mundo da música, a ausência de mulheres na listagem deste ano se dá por uma série de fatores, incluindo questões históricas de uma sociedade machista que ainda minimiza o trabalho feminino.
“Os dados do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] de 2022 mostram que mulheres dedicam 10 horas a mais de cuidados domésticos com pessoas e casa do que os homens. Isso já retira as mulheres do mercado de trabalho em termos de possibilidade. Historicamente, isso sempre foi uma barreira de entrada no mercado de trabalho. Na música não é diferente”, afirma Dani Ribas.
Especialista em tendências da indústria musical, Ribas explica que a recomendação do algoritmo de plataformas também pode influenciar na listagem final.
“Os algoritmos coletam dados para entender o gosto musical de cada ouvinte. Os algoritmos recomendam sempre o catálogo mais popular dentro do seu padrão de gosto. Se aquilo que tem disponível nas plataformas — a gente sabe que há um conteúdo maior masculino justamente porque, historicamente, as mulheres nunca tiveram nessa posição de predominância —, estatisticamente o que vai ser recomendado como mais popular são músicas compostas por homens”, explica.
“Mesmo com mulheres muito populares, como Marília Mendonça, a tendência natural é que ela seja cada vez mais empurrada para baixo nesse ranking devido aos vieses algorítmicos das plataformas”, completa.
“Além de todos os fatores culturais e sociais em que a mulher é colocada, a questão financeira de autonomia enquanto artista, enquanto compositora, a ausência de autonomia, também impacta na sua aparição, na sua forma de se comunicar no seu trabalho”, finaliza Fernanda Audi, diretora de operações da Abramus.

O mundo para além do sertanejo e do funk
A produtora musical Maboh, por sua vez, indica que o mercado do sertanejo, quando pensado no âmbito feminino, pode estar sentindo os impactos do falecimento de Marília Mendonça. A eterna “rainha da sofrência” morreu em 5 de novembro de 2021, aos 26 anos.
“A Marília Mendonça era a maior compositora do sertanejo feminino. Ela compunha não só para ela, mas também para outras artistas, e a falta que a produção de obra dela faz pode ser um desses fatores que está fazendo o nome das mulheres do sertanejo desaparecer da lista”, alega.
Ela ainda lembra que, para além do sertanejo e do funk, a indústria musical vem valorizando mulheres de outros gêneros. É o caso de Liniker, por exemplo, vencedora de três prêmios do Grammy Latino deste ano.
Liniker: universo estético, afetivo e sonoro do álbum “Caju” chega a Brasília
“A lista está muito centrada no sertanejo e no funk. E são dois gêneros em que, acho que não coincidentemente, tem muitas letras que degradam a figura feminina. A gente está num ano em que Liniker e Luedji Luna acabaram de ganhar Grammys Latinos, que também são prêmios da indústria. No ano passado a gente teve Iza no Grammy Latino. Esses nomes que estão em alta na indústria não figurarem na lista. É bastante chocante”, finaliza.

Saiba tudo sobre exame toxicológico, agora obrigatório para CNH A e B
Após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última quinta-feira (4/12), pelo Congresso Nacional, mantendo a exigência de exame toxicológico para as categorias A (motocicletas) e B (carros de passeio), muitas dúvidas sobre o procedimento invadiram a internet. Afinal, trata-se de uma novidade e tanto para quem vai tirar a primeira habilitação.
O teste negativo era antes exigido apenas para as categorias C, D e E, ou seja, a motoristas que dirigem ônibus, micro-ônibus, vans e veículos de transporte escolar. Agora, as mesmas regras para o exame passam a valer para todas as categorias da Carteira Nacional de Habilitação.
Confira abaixo tudo sobre o exame toxicológico para CNH:
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Qual é o tipo de exame toxicológico exigido?
Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o exame toxicológico exigido para se obter a CNH é o de larga janela de detecção, com o objetivo de verificar o consumo, ativo ou não, de substâncias psicoativas até 90 dias antes do procedimento.
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Como é feito esse exame?
O exame toxicológico de larga janela de detecção é realizado mediante uma amostra queratínica, pode ser cabelos e/ou pelos. Na ausência destes, pode ser feito pelas unhas, mas somente com apresentação de laudo médico dermatologista que comprove alopecia universal. O aspirante a motorista pode escolher de onde as amostras serão tiradas.
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Saiba tudo sobre o exame toxicológico, agora obrigatório para CNH A e B
Reprodução Laboratório Multianálises
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Saiba tudo sobre o exame toxicológico, agora obrigatório para CNH A e B
Reprodução – Laboratório Labest
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Coleta de amostra para teste toxicológico de cnh
Reprodução RB Medicina
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Por que cabelo e unhas?
Exames de urina e sangue têm uma janela de detecção de poucos dias. Já os fios capilares e pelos corporais, ao contrário, oferecem um histórico prolongado e detalhado do consumo de drogas.
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Onde poderei fazer o procedimento?
O exame toxicológico é feito apenas por laboratórios credenciados pela Senatran. Estes, por sua vez, contratam postos de coleta laboratorial (PCL), que serão responsáveis pelo apanhamento das amostras. Confira aqui a lista de laboratórios habilitados.
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Quanto custa o toxicológico?
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) veda os entes públicos de fixar preços aos exames previstos, desse modo, a precificação é definida pela livre concorrência.
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Tem um prazo de validade?
Sim, até 90 dias, a partir da data da coleta, podendo ser utilizado para outros fins.
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E se eu tiver consumido psicoativos devido a tratamento médico ?
Uma vez detectado o consumo desse tipo de substância é preciso comprovar o uso em decorrência de prescrição médica e dessa maneira é assegurado o direito da habilitação, renovação e mudança entre categorias.
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Cabe requerimento de contraprova e recurso administrativo?
Ao cidadão é assegurado o direito à contraprova e ao recurso administrativo, que deverão ser apresentados diretamente ao laboratório responsável. A contraprova é realizada com a amostra original, em vez de ser realizada por outro laboratório e/ou nova amostra biológica. Geralmente, os laboratórios colhem duas amostras para garantir o resultado.
Votação no Congresso
A votação para retomar a obrigatoriedade do exame no projeto foi expressiva: 417 votos na Câmara e 72 no Senado.
A lei é na verdade de autoria do próprio Executivo, mas o trecho relativo ao exame toxicológico para condutores que não irão atuar no transporte profissional foi incluído na forma de emenda pelos senadores.
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CNH sem autoescola: quando passam a valer as novas regras?
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CNH sem autoescola: entenda o que muda com as novas regras aprovadas
Ao vetar a inclusão, o presidente Lula justificou que a medida “contraria o interesse público, pois resultaria em aumento de custos para a sociedade e poderia incentivar a condução de veículos por pessoas não habilitadas, o que comprometeria a segurança viária”.
Durante a discussão da matéria, deputados estimaram que a exigência do exame fará com que quem tira a primeira habilitação tenha de pagar entre R$110 e R$250 a mais no processo.
A lei ainda autoriza clínicas de aptidão física e mental a atuarem como postos de coleta do exame. O texto ainda autoriza o uso de recursos arrecadados com multas de trânsito para financiar a formação de motoristas de baixa renda (CNH Social).
Nutri revela 7 benefícios da fruta que melhora da pele ao intestino
Nutricionista compartilha 7 benefícios das ameixas que vão fazer você querer comer uma agora. Frescas ou secas, elas ajudam o intestino, fortalecem a imunidade e ainda protegem o coração e os ossos — tudo isso com sabor e praticidade para entrar facilmente na sua rotina.
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Fruta acessível ajuda no controle do colesterol e a prevenir diabetes
Um superalimento discreto
Pequenas, coloridas e cheias de personalidade, as ameixas estão longe de ser apenas um lanchinho rápido. Além de versáteis, são riquíssimas em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes que impactam diretamente a saúde, da digestão ao bem-estar cardiovascular.
“A ameixa é abundante em fibras e polifenóis, que equilibram a microbiota e reduzem processos inflamatórios”, explica o nutricionista Luiz Cezar Ribeiro.
1. Muita nutrição em poucas calorias
Uma ameixa fresca tem cerca de 30 calorias e boas doses de vitamina C, vitamina K, cobre e magnésio. Já as secas concentram mais fibras, carboidratos e vitaminas do complexo B. Essa densidade nutricional contribui para o funcionamento do sistema imunológico, a produção de colágeno, a qualidade da visão e até a absorção de ferro. É aquele alimento pequeno em tamanho, mas gigante em benefícios e nutrição.
Digestão: A alta quantidade de fibras, especialmente a fibra solúvel, auxilia no bom funcionamento do intestino e na prevenção da constipação
2. Um clássico contra a constipação
As ameixas secas são naturalmente laxativas graças à combinação de fibras insolúveis e sorbitol. Quem sofre com intestino preso pode sentir a diferença rapidamente, mas, para evitar diarreia, sem exageros: de 1/4 a 1/2 xícara por dia já cumpre o papel. Pesquisas antigas e recentes já compararam seu efeito ao de laxantes tradicionais, como o psyllium, mostrando resultados iguais ou superiores.
3. Antioxidantes que fazem a diferença
Tanto ameixas frescas quanto secas são ricas em polifenóis — compostos antioxidantes que ajudam a combater radicais livres, reduzir inflamações e proteger as células. Isso significa menor risco de doenças crônicas, como diabetes, câncer e enfermidades cardiovasculares.
“Esses antioxidantes têm impacto direto ao reduzir processos inflamatórios”, reforça Luiz Cezar.
4. Glicemia sob controle
Mesmo contendo carboidratos, as ameixas não causam picos de glicose no sangue. Isso se deve à presença de fibras, que retardam a absorção do açúcar, e ao aumento dos níveis de adiponectina — hormônio envolvido na regulação glicêmica. Essas características tornam a fruta uma boa opção para quem precisa controlar o açúcar no sangue ou busca mais estabilidade metabólica no dia a dia.
5. Amigas dos ossos
O consumo diário de ameixas secas pode reduzir a perda óssea, pesquisas mostram redução e até reversão de danos já instalados após o consumo diário da fruta. O combo de vitamina K, magnésio, potássio e boro fortalece o esqueleto e, além disso, combate inflamações.
Saúde óssea: Contém minerais como cálcio e fósforo, além de ter substâncias anti-inflamatórias que ajudam a preservar o cálcio nos ossos, protegendo contra osteoporose e osteopenia
6. Coração agradece
Ricas em fibras e potássio, as ameixas ajudam a reduzir colesterol LDL (ruim) e controlar a pressão arterial. É um jeito simples de incluir mais cuidado cardiovascular na rotina sem nenhum sofrimento. Há ainda evidências de que o consumo regular pode reduzir a rigidez arterial e outros fatores de risco ligados a doenças cardíacas.
Saúde do coração: Os antioxidantes e anti-inflamatórios contribuem para a saúde cardiovascular e a prevenção de doenças cardíacas
7. Versáteis e perfeitas para o dia a dia
Além de nutritivas, são práticas e combinam com diversos preparos. Podem ser ingeridas frescas, secas, em sucos, geleias sem açúcar, saladas, vitaminas, mingaus, cozidos ou como um lanche rápido.
A única recomendação é não exagerar: para evitar efeitos laxativos indesejados, comece com poucas quantidades por dia e aumente gradualmente.
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Controle de peso: As fibras promovem a saciedade, o que ajuda a reduzir a ingestão de alimentos e auxilia em dietas de emagrecimento
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Saúde dos olhos: Contém carotenoides como a luteína e zeaxantina, que protegem a retina dos danos causados pela luz ultravioleta e azul, ajudando a prevenir problemas como catarata e degeneração macular
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Contém minerais como cálcio e fósforo, além de ter substâncias anti-inflamatórias que ajudam a preservar o cálcio nos ossos
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Melhora a digestão e previne constipação
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Alívio de processos inflamatórios: Pode ajudar a reduzir a inflamação no corpo, com estudos mostrando que o consumo diário de ameixas pode diminuir a atividade de células inflamatórias, especialmente em mulheres na menopausa
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A fruta é repleta de fibras e outros nutrientes
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Ameixa é uma ótima aliada para melhorar o trato do intestino
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O resumo:
Ameixas podem ser pequenas, mas entregam benefícios enormes. Com alto teor de fibras, vitaminas e antioxidantes, ajudam a prevenir a constipação, fortalecer os ossos, estabilizar a glicemia, proteger o coração e até reduzir processos inflamatórios.
Saborosas e acessíveis, podem ser facilmente incorporadas à alimentação, tanto frescas quanto secas — e, com orientação profissional, se tornam aliadas importantes da saúde a curto e longo prazo. Versáteis e práticas, entram na rotina sem esforço e fazem diferença real no bem-estar.
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