Casal é encaminhado para delegacia acusado de aplicar o golpe do bilhete premiado em Rio Branco

Por Marina, ContilNet 02/09/2017 às 08:17

Alexandre Novaretti Facuri (42) e Luciana Cristina Gomes (45), foram convidados a prestarem esclarecimentos na delegacia da Quarta Regional de Polícia Civil na última sexta-feira (1º de setembro), após serem acusados de aplicar o golpe do bilhete premiado. Pelo menos três vítimas caíram no golpe e tiveram prejuízos que chegam ao valor de 50 mil.

Uma das vítimas, que pediu para não ser identificada, é uma aposentada. Ela detalhou que o golpe é muito bem arquitetado. Primeiro se apresenta a mulher, de aparência humilde e simples, pedindo ajuda no meio da rua com um cartão de visitas na mão, perguntando sobre um suposto endereço. Ela explica que no endereço está um homem que prometeu comprar seu bilhete de loteria pelo valor de 20 mil reais, que estaria sorteado. Perguntada sobre o motivo dela não querer o bilhete, ela diz ser evangélica e que a religião não lhe permite que se a posse de dinheiro proveniente de jogos.

“É nesse momento que Alexandre se aproxima fingindo ser um pedestre qualquer e ela chama por ele pedindo ajuda para encontrar o endereço. Ela finge não conhecê-lo, fala sobre o bilhete premiado e ele se mostra interessado propondo que a compra do bilhete fosse conjunta para dividirmos o dinheiro”, disse a vítima.

O acordado foi que Alexandre daria cento e cinquenta mil e a vítima cinquenta mil reais. Para conseguir o dinheiro, a vítima teria feito um empréstimo que vai demorar cerca de cinco anos para quitar, caso não tenha seu dinheiro de volta.

O golpe pode ter sido aplicado em outras pessoas, mas, no momento da prisão apenas três das vítimas se apresentaram para depor na delegacia. Nos três casos o modo operante era igual, mudavam apenas detalhes. Há ainda a suspeita de outros golpes envolvendo uma agência de viagens e isso será apurado pela polícia.

O casal é natural do estado de São Paulo e provavelmente vem aplicando golpes por onde passam. Como não havia um mandado de prisão e nem uma situação de flagrante, os suspeitos foram liberados após serem ouvidos. O caso está sob responsabilidade do delegado Pedro Resende, que já abriu inquérito para apurar todos os fatos apresentados

Conteúdo Original / Fonte: REDAÇÃO CONTILNET

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