Falso médico é preso em flagrante no momento que atendia paciente em clínica de Rio Branco

Por ITHAMAR SOUZA, DO CONTILNET 14/01/2022 às 06:39 Atualizado: há 4 anos

M. R. S., 33 anos, foi preso acusado de exercício ilegal da profissão no momento em que atendia e realizava um procedimento cirúrgico em uma mulher em uma clínica, na noite desta quinta-feira (13), localizada na Travessa Guaporé, no bairro Cerâmica, em Rio Branco.

Segundo informação da presidente do Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC), Leuda Dàvalos, M. vem atuando de forma ilegal na medicina desde de 2016 e teve várias reclamações de procedimentos cirúrgicos que não foram bem sucedidos, e pacientes que sofreram várias lesões graves em procedimento, mas segundo a presidente, o conselho não pode punir M., pois ele não é médico e não possuí CRM.

Leuda lembra que em outros momentos o falso mĂ©dico já havia sido preso em flagrante, mas “como a lei Ă© branda para esse tipo de crime”, o homem sempre volta a exercer de forma ilegal a medicina.

Na noite desta quinta-feira, a presidente disse que teve mais uma denúncia que o homem estaria atendendo na clínica depois das 21h. A médica disse que, para M. atuar ilegamente, durante a noite a clínica desligava as luzes da frente e o médico entrava por um estacionamento lateral da galeria, por onde fugiu em outras vezes para não ser visto pela polícia.

Uma paciente estava sendo atendida pelo falso mĂ©dico no momento que a presidente do CRM chegou com a PolĂ­cia Civil. M. estava realizando uma cirurgia plástica nos seios da mulher. Segundo a presidente, o procedimento foi pago por R$ 8 mil, sendo que o valor correto seria R$ 20 mil. “Um barato que saĂ­ caro muitas vezes”, afirmou a presidente.

A polícia aguardou a mulher terminar o procedimento cirúrgico com o falso médico para em seguida dar voz de prisão a M., que foi encaminhado para a Delegacia de Flagrantes (Defla) na Cidade do Povo.

O delegado José Adonias, coordenador adjunto da 1° Regional de Polícia Civil localizado na região da Baixada da Sobral, disse que já estavam sendo feitas investigações para prender M. pelo exercício ilegal da profissão. O médico pediu apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que esteve no local e prestou o atendimento necessário para conduzir a paciente cirurgiada, que não teve o nome divulgado, para ser ouvida na Delegacia de Flagrante (Defla). Como a mulher havia acabado de terminar os procedimentos cirúrgico, os médicos da ambulância de suporte avançado deram apoio para garantir que a vítima podesse depor na delegacia.

Ainda segundo a presidente do CRM, o Centro Cirúrgico não estava sendo dentro das normas exigidas e que os descartes dos lixos estão acontecendo de forma errada, e que a Vigilância Sanitária pode fechar a clínica ainda essa semana.

M., apĂłs os procedimentos de interrogatĂłrio, vai assinar o Termo Circunstanciado de OcorrĂŞncia (TCO) e ser liberado.

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