No fim da tarde desta segunda-feira (15) o policial federal, Victor Campelo, acusado de ser o autor dos tiros que acabaram matando o jovem Rafael Frota durante uma festa na boate Se7 Club, ganhou o direito de esperar o julgamento em liberdade, concedido pelo juiz Alisson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.
O juiz entendeu que por ser réu primário, com endereço fixo e servidor público, isso tudo somado ao fato de que as provas relacionadas ao inquérito já foram produzidas, Victor ganhou o direito de substituir a prisão preventiva por medidas não encarceradoras com algumas restrições.
Ficou determinado que o policial federal deve se manter afastado de locais como boates, bares, casas noturnas, casas de shows e todos os demais estabelecimentos onde haja venda e consumo de bebida alcoólica.
Além disso, o juiz decretou que Campelo se mantenha afastado dos outros suspeitos de envolvimento na briga que originou os disparos na boate, também citados no inquérito.
O agente retorna às suas funções no cargo de policial federal, pois não sofreu sanções administrativas.

Entenda o caso:
Na madrugada do dia 2 de julho, o policial federal Victor Campelo envolveu-se em uma briga, e de acordo com o que a defesa vem alegando durante o inquérito, sacou a arma em sua posse como forma de legítima defesa ao se encontrar sendo golpeado por diversas pessoas enquanto estava deitado no chão da boate, então Victor teria disparado contra os agressores, o que acabou atingindo três pessoas, sendo elas Rafael Frota, Neocione Patrício e o próprio policial.
As versões iniciais do caso relatadas por testemunhas do local no dia do ocorrido, afirmavam que o jovem Rafael Frota foi atingido por um dos quatros disparos que saíram da arma de Campelo e acabou morrendo após não resistir ao ferimento. Amigos de Rafael afirmaram que o jovem foi acertado aleatoriamente, e que ele não estaria envolvido na confusão que originou os disparos.
No entanto no decorrer das investigações, uma outra possível versão dos fatos foi apresentada na imprensa local. Um laudo supostamente da perícia técnica que investiga o caso, levantou a hipótese que o trajeto do tiro que atingiu Rafael, apontaria para uma situação onde o jovem foi atingido pela frente, no sentido de baixo para cima, o que descaracterizaria as afirmações iniciais sobre a distância entre Rafael e Victor durante os tiros.
O policial federal Victor Campelo foi preso ainda no dia do ocorrido, e os envolvidos na briga posteriormente foram identificados.
