A Justiça do Acre decidiu manter presa Joelma do Nascimento Maciel, investigada por supostamente obrigar a enteada, de 11 anos, a ingerir soda cáustica em uma residência no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no Fórum Criminal da capital.
Joelma teve a prisão preventiva mantida após se apresentar à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde foi cumprido o mandado expedido pela Justiça. A medida foi requerida pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), com base nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.
O caso aconteceu no dia 3 de julho. De acordo com as apurações, a criança teria sido forçada a ingerir o produto químico, sofrendo graves lesões internas. Ela foi socorrida, encaminhada ao Hospital da Criança e permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde segue recebendo atendimento especializado.
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As investigações apontam que Joelma responde por tentativa de homicídio qualificado e maus-tratos. O pai da menina, Francisco de Souza Reis, de 31 anos, também é investigado pelos mesmos crimes. Contra ele foi decretada prisão preventiva, mas o suspeito ainda não foi localizado e é considerado foragido.
Ao analisar o caso, o Judiciário entendeu que a manutenção da prisão preventiva é necessária diante da gravidade dos fatos e para garantir o regular andamento das investigações.
Por meio de nota, a defesa de Joelma negou o envolvimento da investigada no crime. O advogado afirmou que ela colaborou com a Polícia Civil durante toda a apuração, inclusive indicando aos investigadores o local onde a soda cáustica estava armazenada na residência.
