Adriana Ferreira Lima, 37 anos, procurou a equipe da ContilNet na esperança que seja feita justiça em relação a suposta agressão sofrida contra seu filho, Mateus Lima da Silva, 18 anos. Segundo a dona de casa, o jovem foi espancado e teve de ser levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Baixada do Sol, no sábado (16).
Ainda de acordo com Adriana, foram três policiais que estavam em uma viatura no bairro Bahia Velha, quando abordaram seu filho no momento em que saía da casa de um amigo, onde ele estaria tomando cerveja.
Ela disse que os policiais apagaram os faróis da viatura, desceram, colocaram seu filho dentro do carro, ameaçaram com um revólver apontado para sua cabeça e o espancaram. Depois de toda tortura, o levaram à UPA e, por fim, para Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA), onde Matheus foi entregue à Polícia Civil, acusado invadir uma residência em seu bairro.
O jovem foi encontrado pela família somente no domingo (17), após ser liberado pelo delegado plantonista.
“Agradeço a Deus, por meu filho estar vivo, mas não aceito o que fizeram com ele, até onde eu sabia, polícia era para nos proteger”, desabafou a dona de casa.
A Polícia Militar afirma desconhecer esse fato, mas pede que família procure a corregedoria da instituição, afim de que seja investigada a ocorrência e, caso seja comprovado o abuso, os responsáveis sejam punidos.
Policial desmente a versão apresentada
Um policial que estava na ocorrência, mas que não quis se identificar, apresentou sua versão a respeito o ocorrido: “Não foi a polícia, e sim populares, após ele tentar furtar uma residência”.
O militar informou que a guarnição foi acionada via Ciosp para atender uma ocorrência de violação de domicílio no bairro Bahia. Ao chegarem à residência, constataram que a casa realmente havia sido violada, com os dois cadeados rompidos e a porta da frente danificada, no entanto, a vítima afirmou ter gritado e os três ladrões fugiram.
Após pouco tempo, os policiais perceberam que uma pessoa estava sendo agredida no fim da rua onde a residência havia sido violada. A guarnição se aproximou e encontrou Matheus Lima da Silva, 18 anos, sendo agredido por um grupo de populares.
O policial afirma que não foi possível identificar nenhum dos agressores, pois no momento da prisão, Matheus estava muito agressivo e deu trabalho para algemar, além disso, os populares começaram a se dispersar quando viram a guarnição.
“Mantivemos a prisão dele, pois ele fez ameaças, além de desobedecer e resistir à prisão. Ele estava lesionado e foi encaminhado primeiramente à UPA da Sobral e posteriormente à Delegacia de Flagrantes (DEFLA)”, disse o policial.
Ainda segundo o militar, o acusado tem uma ficha criminal extensa. Desde 2014 acumula várias passagens, ainda como menor, por diversos delitos, como tráfico de drogas, furtos, porte de drogas e reincidência no crime de desobediência.
