ApĂłs uma assembleia realizada nesta terça-feira (15), pelo menos cinco associações de militares do Acre (que envolvem a PolĂcia Militar e Corpo de Bombeiros) saĂram em ato pĂşblico em protesto Ă inadimplĂŞncia do Governo em relação Ă s pautas remuneratĂłrias, em especial a Titulação e o Realinhamento Salarial, eles afirmam que tĂŞm menor salário dentre as forças policiais do Acre e estĂŁo com defasagem salarial acumulada de aproximadamente 43,15%.
A classe alega ainda a sobrecarga de trabalho e desmotivação em decorrĂŞncia da desvalorização. “Atuamos por toda Pandemia, fomos a classe mais atingida pela Covid-19 com 28 vitimas diretas. Enquanto todas as repartições fechavam, os militares estavam firmes em seus postos e em muitos momentos teve sua folga diminuĂda por causa do efetivo que foi contaminando-se com o vĂrus”, dizem os manifestantes.
Insatisfeitos, os militares deram inĂcio Ă Operação Cumprindo a Lei, que Ă© quando o militar trabalha apenas dentro da limitação da Lei, o que significa, entre outras coisas, recusa e nĂŁo voluntariedade para bancos de horas, entrega de cargos de confiança, militares da reserva reconvocados vĂŁo entregar sua reconvocação e aqueles Ă disposição de outros ĂłrgĂŁos, pedirĂŁo para voltar Ă suas corporações.
A ação dos militares pode representar uma diminuir o efetivo. “O policial militar nĂŁo pode fazer greve entĂŁo essa foi a forma que temos para protestar, com o objetivo de mostrar a nossa reivindicação pelas pautas que nos foram prometidas”, diz o major Aráujo, presidente da Associação dos Militares.
Um novo ato ficou convocado para a prĂłxima sexta-feira (18), quando se reunirĂŁo novamente para cobrar as promessas remuneratĂłrias, respeitando-se a paridade entre ativos e inativos.
Nesta quarta (16), ocorrerá uma nova reunião com o Governo sobre as pautas apresentadas na assembleia desta terça. Os diretores visitarão nestes próximos dias, os batalhões esclarecendo acerca da Operação Cumprindo a Lei, e suas fases.


