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Monitorado morre após atacar PM com duas facas em Rio Branco

Por Ithamar Souza, ContilNet 01/08/2026 07:55 Atualizado em 01/08/2026 10:49
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O detento monitorado por tornozeleira eletrônica Jorge André Almeida da Silva, de 33 anos, morreu na madrugada deste sábado (1), após ser baleado durante uma intervenção da Polícia Militar na Travessa Paraíba, no bairro Alto Alegre, em Rio Branco. Conforme as informações apuradas, ele teria investido contra um policial militar armado com duas facas durante uma ocorrência registrada na residência da própria mãe.

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A Polícia Militar foi acionada pela proprietária do imóvel, que informou possuir medida protetiva em desfavor do filho. Segundo ela, Jorge André invadiu a residência e passou a destruir móveis e outros objetos, causando medo aos familiares.

Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram o homem em comportamento considerado bastante agressivo. Inicialmente, a equipe tentou controlar a situação utilizando equipamentos de menor potencial ofensivo, entre eles uma arma de incapacitação elétrica (Taser) e um bastão, mas, de acordo com a versão da corporação, as medidas não surtiram efeito.

Ainda conforme o relato policial, Jorge André pegou duas facas e avançou em direção a um sargento da guarnição, tentando golpeá-lo. Diante da ameaça iminente, os militares efetuaram três disparos, que atingiram a vítima na região do tórax, da axila esquerda e da virilha.

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Uma ambulância de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi enviada ao local. Após receber os primeiros socorros, Jorge André foi levado em estado gravíssimo ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde passou por atendimento médico e foi encaminhado ao centro cirúrgico. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar.

A mãe informou às autoridades que o filho enfrentava transtornos psicológicos e era usuário de entorpecentes.

Após a ocorrência, a área foi isolada para o trabalho da perícia criminal. Concluídos os procedimentos legais no hospital, o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames cadavéricos.

A intervenção policial será apurada inicialmente pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil. Posteriormente, o inquérito será encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que dará continuidade às investigações para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.

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