Três dias depois do acidente, a família conseguiu fazer o reconhecimento do corpo de Fernanda. Eronilson da Costa, ao saber que a esposa havia morrido, precisou ser atendido e levado ao hospital.
“Meu irmão teve um surto aqui em casa. Começou a nos culpar pela morte da esposa, dizendo que a gente não tinha cuidado dela e começou a ficar nervoso. Foi preciso chamar a polícia, que acionou o Samu, onde o medicou e o levou ao hospital. Quando ele teve alta, eu o levei ao IML para identificação do corpo”, diz Nádia.
Falta de empatia
Nádia disse que soube da morte de Fernanda quando teve acesso ao vídeo do acidente, que viralizou nas redes sociais. O comportamento das pessoas, que viram a mulher deitada na rua e nada fizeram, surpreendeu Nádia negativamente.
“Como a pessoa vê um risco daquele e não faz nada? Eu, se estivesse na posição de muitos vizinhos ali, tinha puxada ela pelo menos para calçada, mesmo sem conhecer. Achei frio da parte dos moradores. Sem amor ao próximo. Ela não merecia morrer daquele jeito“, diz.
Reconhecimento do corpo no IML
Após reconhecer Fernanda no vídeo recebido no celular e ser medicado, Eronilson da Costa e Silva precisou ir no Instituto Médico Legal para fazer o reconhecimento do corpo da esposa.
O ritual do enterro, segundo a Nádia, foi de grande importância para família, pois segundo ela, Fernanda havia pedido isso dias antes do acidente.
A Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito é quem investiga o caso e apura, utilizando as imagens e ouvindo testemunhas, para identificar o condutor.
Suspeito fugiu sem prestar socorro, segundo polícia de Porto Velho — Foto: Reprodução