Mulher é agredida com coronhadas pelo marido em Rio Branco
A jovem L. N. S. S., de 24 anos, foi agredida com coronhadas de revólver na cabeça pelo próprio marido na noite de terça-feira (4/8), na Rua Antônio Pereira, localizada no bairro Jorge Lavocat, região alta de Rio Branco. O suspeito da agressão foi identificado como Geysson Barros da Silva, que fugiu do local e é procurado pelas forças de segurança.
De acordo com as informações prestadas pela vítima a policiais militares do 3º Batalhão, o companheiro retornou para a residência com sinais de embriaguez após participar de um evento político. Para proteger os filhos do casal que estavam no imóvel, L. N. S. S. impediu a entrada de Geysson, dando início a uma discussão.
O bate-boca prosseguiu na rua, momento em que o agressor sacou um revólver calibre 38 e passou a golpeá-la na cabeça com a estrutura da arma.
Criança de 8 anos posicionou-se diante da mãe para cessar as agressões do pai no bairro Jorge Lavocat/ Foto: ContilNet
As agressões físicas pararam apenas quando o filho do casal, uma criança de cerca de 8 anos com suspeita de transtorno do espectro autista, colocou-se à frente da mãe para protegê-la das investidas do pai.
Logo em seguida, o homem subiu em uma motocicleta Yamaha Fazer, de cor azul, e fugiu levando a arma de fogo utilizada no crime.
Moradores da rua auxiliaram a vítima e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar. Socorristas prestaram os primeiros cuidados no local e conduziram L. N. S. S. ao Pronto-Socorro de Rio Branco. A jovem apresentava cortes e ferimentos no couro cabeludo, além de escoriações pelo corpo, sendo atendida em estado estável.
Vizinhos informaram às equipes policiais que o casal registrava histórico de desentendimentos frequentes na residência. A presença de arma de fogo com o suspeito, no entanto, era desconhecida pelos moradores do trecho.
Policiais do 3º Batalhão efetuaram buscas ostensivas pela regional, mas não localizaram o condutor da moto. O registro da ocorrência foi formalizado e o caso seguirá para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), responsável pela condução do inquérito e pelo pedido de medidas protetivas de urgência.