Após a prisão do agressor, a jovem experimentou uma mistura de sentimentos. “Era felicidade, medo, ansiedade… sinceramente, o que eu mais sinto é medo, pois, infelizmente, a nossa Justiça ainda é muito falha. Tenho medo de ele sair da cadeia e tentar algo contra minha família e contra mim”, desabafou.
O agressor foi preso enquanto estava escondido na cidade goiana de Iporã. Contra ele já havia uma decisão condenatória estipulando o cumprimento de pena de 14 anos de reclusão pelos estupros cometidos contra a jovem quando ela era criança.
Segundo a delegada-chefe da DPCA, Simone Pereira, o tio será recambiado para o sistema penitenciário da Papuda. “Como o inquérito foi instaurado aqui na época e a sentença condenatória foi expedida pela Justiça do DF, o sentenciado cumprirá a pena em nosso sistema carcerário”, explicou, no dia da prisão.
Exploração Sexual
A detenção ocorreu no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi escolhida em memória da menina Araceli Crespo, que foi raptada, drogada, estuprada e assassinada no Espírito Santo, no dia 18 de maio de 1973.
Entre janeiro e dezembro do ano passado, 1.517 crianças e adolescentes foram vítimas de estupro de vulnerável na capital da República, segundo dados do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Os mais de 1,5 mil casos incluem, além de outras situações, conjunção carnal ou prática de outro ato libidinoso com menor de 14 anos. Ceilândia foi a região administrativa com o maior número de ocorrências, 92, contra crianças e adolescentes.