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Adversários comemoraram cedo: Mazinho é duro de morrer e voltou à campanha

Por Assessoria 17/08/2026 08:03 Atualizado em 17/08/2026 15:01
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Na política, há uma regra não escrita: nunca conte com a queda de Mazinho Serafim antes de conferir se ele já está de pé.

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Há poucos dias, o ex-prefeito de Sena Madureira enfrentou um grave problema de saúde, com uma trombose que exigiu cuidados médicos. A notícia rapidamente se espalhou e, como acontece em toda disputa política, não faltou quem começasse a fazer contas antes mesmo de o jogo terminar.

Teve adversário que, provavelmente, chegou a comemorar.

Só que esqueceram de uma característica importante do ex-prefeito: Mazinho é duro de morrer.

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E não demorou.

Poucos dias depois do susto, ele já estava novamente nas ruas, conversando com aliados, encontrando amigos e retomando sua caminhada política como pré-candidato a deputado federal.

É o velho Mazinho de volta ao seu habitat natural: no meio do povo.

E talvez seja justamente aí que esteja a explicação para a longevidade política de uma das figuras mais populares de Sena Madureira.

Mazinho não é querido apenas na cidade. Na zona rural, sua relação com a população é ainda mais forte.

Quem vive nos ramais, coloca a vida dentro de uma pequena embarcação ou depende de uma estrada de terra para chegar a Sena sabe muito bem o que significa ter acesso.

Principalmente durante o inverno amazônico.

Quando a chuva aperta, os rios sobem e os ramais ficam praticamente intransitáveis, uma simples ida à cidade pode se transformar em uma verdadeira expedição. Para quem mora às margens dos rios ou em comunidades distantes, estrada não é luxo: é necessidade.

É por isso que muitos moradores da zona rural ainda apontam Mazinho como o prefeito que mais abriu e recuperou ramais em Sena Madureira.

São pessoas que não costumam falar de política com os mesmos termos usados nos gabinetes. Falam de coisas muito mais simples.

Da estrada que apareceu.

Do ramal que foi recuperado.

Do caminhão que conseguiu chegar.

Da produção que pôde ser retirada.

Do doente que conseguiu chegar à cidade.

Da família que deixou de ficar isolada.

É uma política que não cabe facilmente em discurso de palanque, mas que fica gravada na memória de quem viveu.

E talvez seja por isso que, mesmo anos depois de deixar a Prefeitura, Mazinho continue sendo recebido com carinho por comunidades rurais e ribeirinhas.

O prefeito da mesa comprida

Na cidade, outra característica ajuda a explicar sua popularidade.

A mesa de refeições da casa de Mazinho tem aproximadamente dez metros.

E não é uma mesa para receber meia dúzia de convidados em datas especiais.

Ali, diariamente, comem pessoas que chegam de diferentes lugares. São pelo menos três refeições servidas todos os dias.

A lógica parece simples: chegou, sentou, comeu.

Não importa se é empresário, trabalhador, amigo antigo, conhecido recente ou alguém que simplesmente apareceu precisando de ajuda.

A mesa é comprida porque a porta está aberta.

E talvez essa seja uma das imagens mais fortes da personalidade de Mazinho: ele gosta de gente ao redor.

Há moradores de Sena que ainda lembram com saudade dos oito anos em que ele comandou a Prefeitura. Alguns dizem que choraram quando ele deixou o cargo.

Oito anos de administração, somados à passagem pela Assembleia Legislativa, construíram uma relação que não desapareceu junto com o mandato.

Política, empreendedorismo e trabalho

Mazinho também nunca foi apenas um político.

É um empreendedor nato e mantém atividades que movimentam a economia de Sena Madureira. Sua atuação no ramo da castanha, por exemplo, gera emprego e renda para dezenas de trabalhadores e trabalhadoras.

É outro ponto importante de sua relação com o município: ele não depende exclusivamente da política para continuar presente na vida das pessoas.

A fábrica, os negócios, os empregos e as relações construídas ao longo dos anos mantêm o ex-prefeito ligado à cidade.

Também está entre as ações que ele costuma destacar a parceria com a Casa da Amazônia para a realização de cirurgias destinadas a pessoas carentes. Segundo os números divulgados por Mazinho, foram mais de 20 mil procedimentos realizados durante a parceria.

São números que ajudam a dimensionar uma característica marcante de sua trajetória: a tentativa de transformar influência política em atendimento direto à população.

E agora ele quer Brasília

É nesse cenário que Mazinho aparece novamente pedindo votos para deputado federal.

A trombose poderia ter representado uma pausa longa.

Mas, para quem conhece o ex-prefeito, talvez tenha sido apenas um intervalo.

Ele voltou.

E voltou justamente para as ruas, onde construiu boa parte de sua história.

Aos adversários que eventualmente comemoraram sua internação, resta agora uma tarefa: desfazer a comemoração.

Porque Mazinho não saiu da política.

Muito menos saiu de Sena.

E, pelo jeito, também não pretende sair tão cedo da disputa.

A cena é quase cinematográfica: alguns adversários olhando para o horizonte, imaginando que um concorrente havia ficado pelo caminho.

De repente, aparece Mazinho.

Caminhando.

Conversando.

Abraçando.

Pedindo voto.

E, provavelmente, dizendo que está tudo bem.

O homem é duro de morrer

E em uma eleição, como em qualquer disputa, há uma diferença enorme entre quem está fora do jogo e quem apenas precisou parar alguns dias para tomar fôlego.

Mazinho parece ter escolhido a segunda opção.

Conteúdo Original / Fonte: Assessoria
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