Início / Versão completa
Destaque 2

Ao anunciar apoio à Mailza, produtor é excluído de grupo da Coopercafé, diz filha

Por Redação ContilNet 15/09/2026 09:51 Atualizado em 15/09/2026 11:54
Publicidade

A retirada de um conhecido produtor de café de Mâncio Lima de um grupo de WhatsApp da Coopercafé virou motivo de denúncia e entrou no debate político em meio à campanha eleitoral no Acre. Segundo familiares, o produtor conhecido como Caboco teria sido excluído do espaço após manifestar apoio às candidaturas de Mailza e Jéssica Sales.

Publicidade

A denúncia foi feita por Ketila, filha do cafeicultor. Ela afirma que o pai teria sido exposto no grupo dos cooperados por causa de sua escolha política e acusa a direção da entidade de utilizar o espaço da cooperativa para favorecer a candidatura de Alan Rick.

De acordo com Ketila, a situação começou depois que Caboco enviou um áudio em um grupo de WhatsApp ligado ao deputado federal Zezinho Barbary. A mensagem, conforme a filha, não fazia qualquer referência à Coopercafé ou ao presidente da entidade, Jonas.

Ainda assim, segundo ela, o conteúdo acabou sendo encaminhado pelo presidente ao grupo dos cooperados. A partir daí, Caboco teria sido alvo de comentários, chamado de “traidor” e posteriormente retirado do grupo.

Publicidade

“Meu pai enviou um áudio em um grupo de WhatsApp do Zezinho Barbary. Em nenhum momento o áudio citava sequer Jonas, a cooperativa ou algo do tipo, mas o senhor presidente achou de boa índole encaminhar no grupo dos cooperados, para assim meu pai receber comentários como traidor e outros”, denunciou.

Filha questiona finalidade da cooperativa

Ketila também criticou o que considera uma interferência política dentro de uma entidade que deveria atuar em defesa dos produtores rurais.

“A cooperativa foi criada justamente para atender os pequenos produtores, não para vias políticas. No entanto, está sendo totalmente ao contrário”, criticou.

Segundo o relato da família, a situação não teria ficado restrita ao áudio. Uma fotografia publicada por Caboco no status pessoal também teria sido capturada por um assessor e posteriormente compartilhada no grupo da cooperativa.

Para Ketila, os episódios demonstram uma tentativa de constranger o pai em razão do posicionamento adotado na eleição.

“Na minha opinião, as pessoas são livres e votam e apoiam quem quiserem, e ninguém tem o direito de diminuir o outro por isso”, afirmou.

Após a retirada de Caboco do grupo, a filha fez um questionamento sobre a postura adotada: “Isso é uma cooperativa ou uma ditadura?”.

Família aponta possível uso político

A família sustenta que a Coopercafé, que reúne cerca de 220 famílias, não deveria ser utilizada como espaço de pressão ou direcionamento eleitoral. Na avaliação dos familiares, a entidade estaria sendo instrumentalizada em benefício da candidatura de Alan Rick, acusação que parte do relato apresentado por Ketila.

O caso ocorre durante o período eleitoral, quando candidatos e grupos políticos intensificam a busca por apoio em diferentes setores da sociedade acreana.

Até o momento, a versão apresentada é da família do produtor. O espaço permanece aberto para que a direção da Coopercafé, seu presidente e os demais citados na denúncia se manifestem e apresentem suas versões sobre o episódio.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site