Bocalom aposta em repetir virada de 2020 na disputa pelo Governo
A eleição municipal de 2020 em Rio Branco foi marcada por uma das viradas mais expressivas da política acreana. Tião Bocalom, então candidato pelo PP, saiu da terceira colocação nas pesquisas e, em menos de um mês, ultrapassou seis adversários para assumir a liderança na reta final do primeiro turno.
Na pesquisa Ibope divulgada pela Rede Amazônica entre os dias 14 e 16 de outubro, Bocalom aparecia com 16% das intenções de voto, atrás de Minoru Kinpara, do PSDB, que tinha 29%, e Socorro Neri, do PSB, com 26%. Naquele momento, Roberto Duarte registrava 11%, Daniel Zen 5%, Jarbas 2% e Jamyl 1%.
Poucos dias depois, a trajetória começou a mudar. Na pesquisa realizada entre 27 e 29 de outubro, Bocalom avançou para 21%, enquanto Minoru aparecia com 28% e Socorro Neri com 23%.
A virada definitiva veio na pesquisa realizada entre 8 e 10 de novembro, apenas cinco dias antes do primeiro turno. Bocalom saltou para 28% e passou a liderar a disputa, deixando Minoru e Socorro empatados com 22%. Roberto Duarte aparecia com 12%, Daniel Zen com 6%, enquanto Jarbas e Jamyl tinham 1% cada.
A evolução de Bocalom foi de 16% para 21% e, depois, para 28%. Em pouco mais de três semanas, foram 12 pontos percentuais de crescimento. No mesmo período, Minoru caiu de 29% para 22%, enquanto Socorro Neri recuou de 26% para 22%.
Nas urnas, a tendência apontada pelas pesquisas se confirmou. Em 15 de novembro de 2020, Bocalom terminou o primeiro turno com 49,58% dos votos válidos, somando 87.987 votos, e avançou para o segundo turno contra Socorro Neri.
Na segunda etapa da eleição, Bocalom ampliou ainda mais sua vantagem e venceu a disputa com 62% dos votos, tornando aquela virada um dos principais episódios da história eleitoral recente de Rio Branco.
A sequência registrada em 2020 resume a dimensão da arrancada: 16% → 21% → 28% → 49,58% dos votos válidos no primeiro turno → vitória com 62% no segundo turno.
Mais do que uma simples recuperação nas pesquisas, a trajetória mostrou a capacidade de Bocalom de crescer justamente no momento decisivo da campanha. Em política, como os humanos gostam de descobrir a cada eleição, aparentemente nada está decidido enquanto as urnas não encerram a conversa.
“Eu acredito muito no trabalho, na experiência e na capacidade de transformar aquilo que está no papel em realidade. Foi assim que nós fizemos em Acrelândia, foi assim em Rio Branco e é isso que queremos fazer pelo Acre”, afirma o candidato.
Seis anos depois, a disputa mudou de dimensão. Bocalom agora concorre ao Governo do Acre e aposta novamente em uma campanha baseada na experiência administrativa, no contato direto com a população e na apresentação de propostas de forma simples e objetiva.
“Eu tenho experiência de gestão. Já mostrei que é possível fazer, tanto no interior quanto na capital. O nosso projeto é produzir para empregar, gerar oportunidade e melhorar a vida das pessoas”, afirma Bocalom.
A eleição de 2020 mostrou que Bocalom não precisou liderar desde o início para terminar vencedor. A grande questão de 2026 é se a história voltará a apresentar uma nova virada na reta decisiva.