
Presidente interino Michel Temer /Foto: Reprodução
O governo do Presidente da República em exercício Michel Temer deve anunciar um rombo de R$ 10,5 bilhões inferior ao previsto para este ano, que é de R$ 170,5 bilhões. A meta fiscal de 2017, prevê um déficit primário de R$ 160 bilhões.
Os interlocutores de Temer que lidam diretamente com a política econômica, afirmam que o presidente ainda vai confirmar, mas o número está praticamente fechado para ser divulgado oficialmente. Os dados que serão divulgados segundo a equipe econômica, estão sendo os mais realistas desde os últimos anos a respeito das contas públicas.
No objetivo de chegar a este montante o governo deverá incluir no cálculo, um aumento de tributos que pode valer para as Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
“A previsão é que não dá tempo de fazer milagres. A ação principal é mudar a tendência, sendo um grande mérito que o déficit pare de crescer”, explica um dos interlocutores do Palácio do Planalto.
O ano de 2017 será o quarto consecutivo de rombo nas contas do governo. Em 2014 o resultado foi um déficit primário de R$ 17,2 bilhões. Em 2015, ele saltou para R$ 114,7 bilhões por causa do pagamento das pedaladas fiscais (atrasos nos repasses de recursos do Tesouro Nacional para bancos públicos e para o FGTS). Um dos principais fatores que acabou gerando o processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff (PT).
