O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reitera a posição de soberania do Brasil ao responder às recentes pressões diplomáticas e comerciais internacionais. Durante cerimônia neste domingo (26/7), o chefe do Executivo afirmou que o país continuará a registrar indicadores econômicos positivos sem submissão a agentes externos.
O pronunciamento ocorreu na posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), entidade agora presidida por Wellington Damasceno para o triênio 2026–2029.
“É esse país que a economia cresce, que o PIB cresce, que a inflação desce e que a renda do trabalhador cresce, que a gente vai continuar fazendo sem aceitar ingerência de ninguém”, declarou o presidente durante o evento. “A gente, aqui no Brasil, não aceita que ninguém meta o nariz onde não é chamado, porque o Brasil sabe cuidar de si.”
A declaração do petista ocorre em um momento de endurecimento do quadro diplomático com a administração de Donald Trump nos Estados Unidos. A relação bilateral se desgastou após Washington determinar tarifas de até 37,5% sobre produtos exportados pelo Brasil. O ambiente diplomático registrou novo ruído com a negação de visto por parte de Brasília a autoridades norte-americanas que, segundo o governo brasileiro, pretendiam contestar o sistema eleitoral do país.
Neste mesmo domingo, Lula assina um artigo de opinião no periódico The Washington Post, no qual classifica as barreiras comerciais impostas pela Casa Branca como “injustas” e “sem amparo técnico”.
O posicionamento do presidente também sucede aos ataques proferidos pelo líder da Argentina, Javier Milei, no sábado (25/7). Presente na convenção do Partido Liberal (PL) que homologou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, em São Paulo, o governante argentino direcionou ofensas a Lula, chamando-o de “ladrão” e “presidiário”.
