Caiado mira desgaste de Lula e Flávio para tentar vaga no segundo turno
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, declarou neste domingo (6) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrentam desgaste político devido a apurações recentes envolvendo pessoas próximas às suas campanhas. Segundo o ex-governador de Goiás, o cenário pode abrir espaço para o avanço do seu nome na disputa ao Palácio do Planalto.
Durante agenda em Aparecida de Goiânia (GO), Caiado evitou detalhar os episódios, mas sustentou que as suspeitas que atingem os líderes das pesquisas abrem margem para mudanças no quadro eleitoral.
“Os dois primeiros têm muito a explicar diante de todas as denúncias que estão vindo à tona neste momento. Por isso que eu acredito na nossa eleição, que nós chegaremos tranquilamente ao segundo turno”, afirmou.
A fala ocorre em um momento em que a campanha petista lida com a repercussão de apurações da Polícia Federal que citam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Do outro lado, Flávio Bolsonaro é questionado sobre contatos com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para captação de recursos destinados à cinebiografia Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
A declaração foi feita após questionamentos sobre o desempenho de Caiado no levantamento Datafolha divulgado na última quinta-feira (3). A sondagem mostra Lula com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 8%, enquanto Caiado registra 4%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Apesar de numericamente atrás de Cury, a avaliação do núcleo do PSD é que a estrutura do partido garante margem de reação. O ex-governador conta com pouco mais de dois minutos por bloco na propaganda eleitoral do rádio e da televisão — tempo inferior apenas ao de Lula e de Flávio Bolsonaro. A exposição contínua é vista como o principal ativo para amplificar as críticas aos adversários e buscar a recuperação até o primeiro turno.