Candidato a deputado estadual, empresário Lucas Profeta defende o desenvolvimento do Acre

Por Marina, ContilNet 30/09/2018 às 09:15

Em meio a mais de três centenas de candidatos a uma das vinte e quatro vagas de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Acre no ano que vem, destaca-se o nome do advogado e empresário Lucas profeta, lançado pelo movimento social Geração Atitude, composto por pessoas de vários setores da sociedade que defendem mudanças urgentes na política. Com uma campanha diferente das campanhas tradicionais, o candidato do PPS não tem recursos do fundo eleitoral, não tem placas afixadas nas casas dos eleitores, não tem carros de som espalhados nas ruas e muito menos militância paga a divulgar sua candidatura. Para conhecer um pouco de suas propostas para o eleitor, ContilNet conversou com Lucas, que afirmou ser o novo de verdade na política.

 ContilNet – Porque você optou por ingressar na política?

Lucas Profeta – Faço parte de um movimento chamado Geração atitude, um movimento de renovação política, que fundamos em 2016, genuinamente acreano. Lançamos o vereador Emerson Jarude e em 2018 teríamos que lançar um nome. E o movimento me escolheu para ser o candidato. A partir daí, tive uma decisão familiar, onde após seis meses ganhei minha primeira campanha. Eu entendi que poderia levar os princípios do Geração Atitude à frente e levar essa renovação que Rio Branco precisa, que o Acre precisa. Não foi uma vontade pessoal. Não acordei e disse ah, quero ser candidato. Não, não é assim que funciona. Foram vários debates, um consenso. Havia seis nomes e o movimento optou por me escolher.

Lucas Profeta/Foto: reprodução

 ContilNet -Esse movimento é formado por quem?

 Lucas Profeta – São formiguinhas, como a gente chama. Tem pessoas de todos os setores da sociedade e a nossa ideia é que ele seja o mais plural possível, para que a gente consiga ter propostas de todos os lugares, de todos os setores. Somos profissionais liberais, professores, médicos, funcionários públicos, pessoas que defende uma nova política.

 

ContilNet – Como você vê o Acre atualmente, no que se fere a desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e político?

Lucas Profeta – No que se refere a desenvolvimento econômico, somos um estado extremamente atrasado, somos um estado pobre que depende do governo federal e temos chance de mudar isso. Já tivemos algumas vezes e temos que plantar uma sementinha para começar a mudar agora. A gente de fato tem que começar a abrir as porteiras do nosso estado para gerar riquezas nos setores primário, secundário. Estamos colhendo frutos de uma política escolhida vinte anos atrás. A política da florestania na minha visão não deu certo e precisamos mudar isso. Simples assim. Hoje, 50% da nossa população vivem com menos de um salário mínimo. Isso é um estado de miséria, comprova que a política econômica não funcionou. Então, a gente precisa virar essa chave e tornar o Acre um estado produtor. Precisamos gerar duas oportunidades para o nosso povo: oportunidade de educação para as nossas crianças, para que cheguem ao mercado de trabalho preparadas, e oportunidade de emprego.

ContilNet – Como você vê os chamados espólios políticos, onde os velhos caciques ao deixarem a política lançam seus filhos ou outros familiares para sucedê-los?

Lucas Profeta – Se nós analisarmos os últimos vinte anos, nós ficamos nas mãos de duas famílias. Quando não é o candidato, o tradicional, ele tenta lança alguém com o seu sobrenome, lança um filho e isso fica. Precisamos mudar isso. A missão do Geração Atitude é explicar para a população, para as pessoas de bem, que não tem como deixar a política de lado. Não tem como dizer não gosto de política, isso não faz parte de mim. A política faz parte de todos. Platão já dizia que a punição do não envolvimento dos bons na política é ser governado pelos maus. Mas, enquanto não fizermos essa mudança, ela não ocorrerá. Na biografia do Obama, tem um trecho que diz que “a verdadeira mudança virá quando os cidadãos de bem se propuserem a ela. Enquanto nós esperarmos outra pessoa, outra época, a mudança não virá. Nós somos quem nós estávamos esperando”. Chega de oligarquias. Nós precisamos de pessoas novas, cabeças refrigeradas, sem os costumes da velha política, para que nós consigamos as mudanças de que a gente tanto precisa.

  ContilNet – Como você vê a participação do jovem na política? O jovem cumpre o seu papel político?

 Lucas  Profeta – Está melhorando muito e a tendência é melhorar mais ainda. Hoje, o Geração Atitude defende princípios que estão aparecendo no Brasil inteiro. O movimento faz parte de outros movimentos que têm os mesmos pensamentos. É o sentimento de uma geração. A minha geração, de pessoas com vinte, trinta, quarenta anos de idade, quer mudança e ela está influenciando as novas gerações a aparecerem. O que nós temos visto desde 2013 são movimentos de pessoas que cansaram. Hoje, se você olhar para o leque de candidatos, nós temos vários jovens se envolvendo, vários jovens se propondo à mudança. Eu sou um deles.  O Emerson foi outro. A gente quer uma mudança, que está acontecendo de fato.

 ContilNet: Na sua opinião, qual seria a alternativa para o Acre se desenvolver? O agronegócio seria a solução?

Lucas Profeta – Eu sou formado em direito, mas sou empreendedor, tenho algumas empresas e emprego atualmente cento e vinte pessoas. Então, eu sei bem o que é empregar no Acre, sei bem o que é tentar desenvolver esse estado. Nosso estado precisa virar a chave. Quando se fala em agronegócio, é uma saída, sim. Nós temos que privilegiar o setor primário. Meu pai costuma afirmar que riqueza ou você tira da cabeça ou você tira do chão. Hoje, a gente não consegue transformar o Acre num Vale do Silício do dia para a noite. Podemos chegar lá, mas não vai ser do dia para a noite. Então, nossa riqueza está no solo. Temos que respeitar, sim, a vocação do Acre, a vocação das regiões, o que nosso povo sabe trabalhar. Mas a gente precisa virar a chave e abrir. Vou dar alguns números. O PIB de Rondônia é de R$ 36 bilhões; O PIB do Acre, R$ 12 bilhões. Rondônia tem um rebanho bovino de 14 milhões de cabeças; O rebanho bovino do Acre é de 3 milhões. E nós nos consideramos pecuaristas, consideramos que nisso a gente sabe mexer. Em certa ocasião decidi conhecer qual a produção de mandioca no Acre, para saber de sua viabilidade econômica. Descobri que nossa produção de farinha de mandioca é de apenas 220 toneladas por ano. Isso não dá nem uma carreta por mês. Então, para que investir numa coisa que não tem produção? O estado precisa oferecer garantia jurídica e garantia econômica para que as pessoas venham investir aqui. Olha, pode investir nisso, que daqui a vinte anos você vai ter isso. Hoje nós não temos essa segurança, não temos esse norte. Se fecharem a balsa do rio Madeira, nós aqui do Acre morreremos de fome. O primeiro passo, então, é produzir o suficiente para nos alimentar. Hoje, o acre é o penúltimo estado em geração de riquezas”, enfatizou. O Geração Atitude propõe uma renovação ´política de fato. Nós não falamos no novo simplesmente da boca para fora. Nós somos o novo de fato. De que novidades que nós falamos? Não aceitamos fundo partidário, por ser imoral; nós falamos em cumprir um mandato de quatro anos, nós falamos em corte de regalias e privilégios. O Emerson Jarude custa um milhão de reais a menos na Câmara de Vereadores e a nossa meta é custar um milhão a menos na Assembleia Legislativa. Deputado não pode ter décimo quarto, décimo quinto salário, não pode ter auxílio terno de vinte mil reais, não pode ter auxílio combustível, auxílio moradia para quem mora fora do estado. Isso precisa mudar.

Conteúdo Original / Fonte: KLÉBER BEZERRA, DO CONTILNET

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