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Política

Caso Dark Horse: empresa subcontratada teve troca de sócio após prisão por feminicídio

Por Redação ContilNet 13/09/2026 12:55
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O levantamento do segredo de Justiça no inquérito que apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, determinado neste domingo (13) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, revelou manobras societárias em uma empresa contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB).

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De acordo com o acervo da investigação conduzida pela Polícia Civil paulista, a Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda. (atualmente Urban Connect) fechou contrato global de R$ 12 milhões com o ICB, de propriedade de Karina da Gama. A empresa pertencia a Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido pelo apelido de “Escorpião” e apontado pelo Ministério Público de São Paulo como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os relatórios apontam que 100% das cotas da Favela Conectada foram transferidas para Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes após a prisão de Alex. Tatiane declarava o mesmo endereço residencial do antigo proprietário. Até dezembro do ano passado, a subcontratada recebeu mais de R$ 2 milhões do instituto.

A apuração também identificou que a empresa funcionava em uma sala no mesmo edifício do ICB e que o valor do aluguel era custeado pela própria entidade com verbas provenientes de convênio mantido com a Prefeitura de São Paulo. Além disso, a minuta original do contrato entre as partes trazia apenas o primeiro nome do empresário, sem registros de CPF ou documento de identidade.

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Alex Bispo dos Santos foi preso preventivamente em 9 de dezembro do ano passado sob a acusação de matar a companheira, Maria Katiane da Silva, de 25 anos. A vítima morreu ao cair do 10º andar de um edifício na capital paulista em 29 de novembro.

Câmeras do circuito interno do condomínio registraram a jovem sendo agredida e arrastada pelo estacionamento e dentro do elevador momentos antes da queda. Alex alegou a parentes que a companheira havia se jogado após uma discussão.

Na mesma decisão que retirou a confidencialidade das investigações, o ministro Flávio Dino determinou que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, faça a entrega imediata de todo o acervo apreendido à Polícia Federal.

A ordem abrange celulares, computadores e documentos recolhidos pela Polícia Civil paulista durante operações efetuadas em junho deste ano. O material passará por perícia técnica supervisionada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

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