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Coreia do Norte rejeita apelos internacionais e afirma que atualizará arsenal nuclear

Por Fhagner Soares, ContilNet 26/07/2026 às 21:33

Declaração ocorre após ministros da Asean defenderem o fim do programa nuclear na península/ Foto: Reprodução

A Coreia do Norte rejeitou os recentes apelos da comunidade internacional para o desmantelamento de suas armas atômicas e afirmou que continuará expandindo e modernizando seu arsenal. O posicionamento foi divulgado neste domingo (26/7) por Kim Yo Jong, diretora do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia e irmã do líder do país, Kim Jong-un.

Em comunicado encaminhado à imprensa oficial, a dirigente definiu o poderio atômico como elemento central da estratégia de defesa do regime de Pyongyang e descartou qualquer possibilidade de interrupção no desenvolvimento tecnológico das armas.

“A posição da Coreia do Norte é resoluta e clara: a dissuasão nuclear é o escudo definitivo para a soberania nacional e a garantia suprema para a defesa dessa soberania”, declarou Yo Jong. “A capacidade nuclear norte-coreana será atualizada de forma constante, sem estagnação momentânea.”

A manifestação de Pyongyang ocorre em resposta às deliberações ocorridas durante a cúpula de ministros das Relações Exteriores da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), realizada nesta semana nas Filipinas. Na ocasião, diplomatas da região defenderam formalmente a desnuclearização da península coreana como condição para a estabilidade no Leste Asiático.

Alvo de sucessivas sanções econômicas e diplomáticas aprovadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o governo norte-coreano sustenta a legitimidade de seu programa militar. O regime considera o armamento a única garantia capaz de conter eventuais investidas e ameaças de potências estrangeiras.

Tensionada por alianças militares na região, a dinâmica de segurança da península permanece travada pelas consequências do conflito armado de 1950 a 1953. As duas Coreias continuam tecnicamente em estado de guerra, uma vez que o encerramento das hostilidades ocorreu por meio da assinatura de um armistício, sem que um tratado formal de paz tenha sido firmado desde então.

O governo de Kim Jong-un acusa a Coreia do Sul de manter uma conduta hostil e enxerga a cooperação militar estratégica entre Seul e os Estados Unidos como uma ameaça existencial ao regime. Diante da escalada nas declarações e do avanço nos testes de mísseis, as tentativas de aproximação e os projetos diplomáticos voltados a uma eventual reunificação das Coreias foram praticamente abandonados nos últimos anos.

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