Segundo o Datafolha, a expectativa de aumento da corrupção é maior entre mulheres (58%), pessoas com ensino fundamental (59%) e quem ganha até dois salários mínimos (59%). É menor, contudo, entre os que recebem mais de 10 salários (38%).
Na média, 17% avaliam que houve diminuição de malfeitos. Essa avaliação é superior entre homens (20%), quem tem ensino superior (20%) e pessoas com renda acima de 10 salários mínimos (26%). A percepção é menor entre jovens de 16 a 24 anos (14%).
A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos. Foram ouvidas 2.556 pessoas acima de 16 anos, em 181 cidades de todo o país.
Aumento do pessimismo
A pesquisa de março mostra uma piora na percepção de aumento da corrupção. Em dezembro o patamar dos que acreditavam em aumento da corrupção no futuro tinha despencado em relação ao levantamento anterior, de setembro (de 61% para 36%). Aquele foi o menor nível desde o início da gestão Bolsonaro.
Já a parcela dos que esperavam diminuição dos casos havia subido (de 11% em setembro para 30% em dezembro).
Agora, mais da metade dos entrevistados (53%) aguarda piora no cenário, mas ainda distante do pico alcançado em março de 2021 (67%). Na mesma pesquisa, 8% acham que a corrupção iria reduzir (menor índice).