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Escritório de Flávio emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas do caso Master

Por Redação ContilNet Fonte: Metrópoles 22/07/2026 às 12:40
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Duas primeiras notas foram emitidas em 7 de abril de 2025 para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. — Foto: Reprodução

O escritório de advocacia do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) emitiu R$ 1,5 milhão em notas fiscais para duas empresas apontadas em investigações sobre a estrutura empresarial ligada ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Os documentos mostram que duas notas, no valor total de R$ 1 milhão, foram canceladas dias após a emissão, enquanto uma terceira, de R$ 500 mil, permaneceu válida.

Segundo reportagem do Metrópoles, as duas primeiras notas foram emitidas em 7 de abril de 2025 para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa que, conforme a publicação, recebeu R$ 58 milhões de empresas ligadas a Vorcaro. Dois dias depois, o escritório faturou outra nota de R$ 500 mil para a Contábil Correa, empresa ligada ao mesmo grupo empresarial.

As duas companhias têm como elo o contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece como diretor da Copenhagen e único sócio da Contábil Correa, além de integrar o conselho fiscal da Ambipar. A Copenhagen, criada em novembro de 2024 com capital social de R$ 40, funciona no mesmo endereço da Contábil Correa, em São Caetano do Sul (SP), e não possui sede própria nem site.

De acordo com a reportagem, as notas canceladas se referiam à prestação de serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen. A empresa está entre as que mais receberam recursos de empresas ligadas ao Banco Master, conforme documentos obtidos pela publicação.

O que diz Flávio Bolsonaro

Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que mantém contrato de prestação de serviços com a BR Global, nome fantasia da Contábil Correa, empresa de contabilidade que atende mais de 200 clientes.

Segundo ele, houve apenas uma consulta sobre a possibilidade de prestar serviços para a Copenhagen, mas a contratação não foi concluída.

“A contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram canceladas.”

O senador também declarou que nunca teve conhecimento de qualquer relação entre a BR Global, a Copenhagen e o Banco Master, classificando como “capciosa” qualquer tentativa de associá-lo ao caso. Além disso, afirmou que não é investigado e anunciou que pretende adotar medidas judiciais contra eventuais vazamentos de informações sigilosas.

Dono da Copenhagen confirma contratação

Ao Metrópoles, o contador Rogério Lourenço Novo afirmou ser proprietário da Copenhagen e confirmou que contratou o escritório de Flávio Bolsonaro para prestar serviços jurídicos a clientes de seu escritório de contabilidade. No entanto, disse não se lembrar para quais empresas os serviços foram realizados nem quais atividades foram executadas.

Já a Trustee DTVM, administradora do fundo que controla a Copenhagen, informou que não participava das decisões comerciais da empresa nem de negociações envolvendo o Banco Master.

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