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Política

Extrema-direita vence eleição regional na Alemanha pela primeira vez desde a Segunda Guerra

Por Redação ContilNet 06/09/2026 19:39
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O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) conquistou uma vitória inédita em eleições regionais no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Liderada pelo candidato Ulrich Siegmund, de 35 anos, a sigla venceu a disputa para o governo do estado da Saxônia-Anhalt, no leste alemão, região que conta com cerca de 2,1 milhões de habitantes.

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Siegmund, que trabalhava como vendedor de aromatizadores de ambiente antes de ingressar na política e consolidar sua popularidade por meio de plataformas digitais, alcançou cerca de 44% dos votos válidos. O resultado representa mais do que o dobro da votação obtida pela União Democrata-Cristã (CDU), partido do chanceler Friedrich Merz.

Os dados consolidados da apuração foram divulgados por volta das 19h30 (horário de Brasília). Em declaração concedida à emissora pública ARD após a confirmação do resultado, o político sinalizou intenção de formar alianças para a composição do governo local.

“Fizemos história neste país. Estendemos a mão a todas as forças democráticas que desejam buscar políticas melhores”, afirmou Siegmund.

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A plataforma política apresentada pela AfD no estado é centrada na pauta de segurança pública e no endurecimento de políticas migratórias. Entre as propostas do candidato vitorioso estão a expansão das medidas de deportação para solicitantes de refúgio que tiveram pedidos negados e a ampliação da estrutura de centros de detenção para imigrantes em situação irregular.

A liderança do partido também mantém histórico de proximidade com o governo da Rússia, além de episódios em que integrantes deram declarações que relativizam aspectos do período do regime nazista na Alemanha.

Durante entrevista em podcast ao veículo de imprensa Politico, Siegmund foi questionado sobre o genocídio promovido pelo Estado alemão entre 1933 e 1945 — período em que o regime nazista assassinou cerca de 6 milhões de judeus, além de perseguir e exterminar negros, ciganos, pessoas com deficiência e opositores políticos. Na ocasião, o candidato afirmou que não poderia “presumir julgar” se o Holocausto foi o pior crime da história humana sob a justificativa de não compreender a totalidade dos fatos históricos.

O político também evitou condenar a conduta de apoiadores que entoavam seu sobrenome durante atos públicos em cadência similar à saudação “Sieg Heil”, utilizada no período nazista.

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