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Fundão já despejou R$ 15 milhões nas campanhas ao Governo e Senado no Acre

Por Everton Damasceno, ContilNet 02/09/2026 17:43 Atualizado em 03/09/2026 11:52
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A corrida eleitoral de 2026 no Acre já movimentou mais de R$ 15,4 milhões em recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinados aos candidatos ao Governo do Estado e ao Senado Federal. Os valores constam nas prestações de contas disponibilizadas pela Justiça Eleitoral e mostram uma forte concentração dos recursos em poucas candidaturas.

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O levantamento considera somente os valores identificados como provenientes do Fundo Eleitoral, sem incluir doações de pessoas físicas, recursos próprios ou outras receitas de campanha.

No caso dos candidatos ao Governo, quatro candidaturas já aparecem com repasses do fundo registrados. A maior quantia foi destinada à governadora Mailza Assis (Progressistas), que recebeu R$ 3,03 milhões da Direção Nacional do PP. O valor corresponde a cerca de 85% do limite de gastos permitido para uma candidatura ao Governo no primeiro turno, que é de R$ 3,557 milhões.

Candidatos ao Governo do Acre/Foto: Montagem

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Na sequência está Alan Rick (Republicanos), com R$ 1,75 milhão provenientes da direção nacional do partido. A campanha do senador já declarou R$ 1,8 milhão em receitas, mas os R$ 50 mil restantes tiveram outra origem.

Tião Bocalom (PSDB) recebeu R$ 298,2 mil do diretório nacional da legenda. O valor representa menos de um sexto do que foi destinado a Alan Rick e pouco menos de 10% do limite de gastos para o cargo.

Eudo Raffael (PCB) aparece com R$ 9.220 em receitas, mas o dinheiro não veio do Fundo Eleitoral. Segundo os dados de prestação de contas, os recursos foram registrados como doação própria e contribuição por meio de plataforma de arrecadação. Portanto, o candidato ainda não recebeu recursos do FEFC.

Já Thor Dantas (PSB) e Dr. Luisinho (Agir) não aparecem, até o momento do levantamento, com repasses do Fundo Eleitoral registrados.

Senado concentra os maiores repasses

Na disputa pelas duas vagas do Senado, a concentração financeira é ainda maior.

Gladson Cameli (PP) lidera entre os candidatos, com R$ 3,03 milhões recebidos da Direção Nacional do Progressistas. Todo o valor registrado até agora tem origem no Fundo Eleitoral.

Logo atrás está Márcio Bittar (PL), que recebeu R$ 3,02 milhões da Direção Nacional do Partido Liberal. Além do recurso público, o senador também registrou R$ 20 mil de recursos próprios, elevando sua receita total para R$ 3,04 milhões.

Sérgio Petecão (PSD) recebeu R$ 1,5 milhão da direção nacional do partido. Jorge Viana (PT), por sua vez, recebeu R$ 1.588.286,27 do PT e acrescentou outros recursos à sua campanha, chegando a R$ 1.608.286,27 em receitas declaradas. Mara Rocha (Republicanos) recebeu R$ 1.195.998,40 do partido e registrou mais R$ 2 mil em doação, totalizando R$ 1.197.998,40.

Entre os demais candidatos, Eduardo Velloso (Solidariedade) declarou R$ 9 mil em recursos, mas o valor é proveniente de doação familiar, e não do Fundo Eleitoral. Professor Inácio Moreira (PSOL) registrou R$ 1.349, também de recursos próprios. Já Júnior Feitosa (DC) não tinha registrado recursos recebidos até a atualização consultada.

Candidatos ao Senado Federal/Foto: Montagem

Veja quanto cada candidato já recebeu do Fundo Eleitoral

Governo do Acre

Total no Governo: R$ 5.078.200

Senado

Total no Senado: R$ 10.334.284,67

Somados os recursos destinados às duas disputas majoritárias, o Fundo Eleitoral já transferiu R$ 15.412.484,67 para as campanhas ao Governo e ao Senado no Acre.

Cinco candidatos concentram quase todo o dinheiro

A distribuição revela uma concentração expressiva dos recursos. Mailza Assis, Gladson Cameli, Márcio Bittar, Alan Rick e Jorge Viana, sozinhos, reúnem aproximadamente R$ 12,4 milhões do Fundo Eleitoral destinado às candidaturas majoritárias analisadas.

No Senado, Gladson e Bittar também estão próximos do limite individual de gastos de R$ 3,176 milhões estabelecido para o primeiro turno. Gladson já recebeu do FEFC o equivalente a cerca de 95% desse teto, enquanto Bittar chegou a aproximadamente 95% considerando apenas o repasse do fundo.

A diferença financeira é ainda mais evidente entre candidatos que disputam o mesmo cargo. Enquanto os dois primeiros colocados no Senado já receberam mais de R$ 3 milhões cada, três candidatos ainda não registraram nenhum recurso do Fundo Eleitoral.

No Governo, Mailza já recebeu mais de dez vezes o valor destinado a Bocalom e quase o dobro do repasse feito a Alan Rick.

Os números, porém, representam apenas um retrato momentâneo da campanha. As prestações de contas são atualizadas ao longo do período eleitoral, e os partidos ainda podem realizar novos repasses aos candidatos.

O Fundo Eleitoral de 2026 tem um total de R$ 4.961.519.777 para distribuição entre os partidos, conforme dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral.

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