O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, rejeitou publicamente o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais do país neste domingo (31). Em manifestação veiculada por meio de sua conta oficial na plataforma X (antigo Twitter), o chefe do Executivo colombiano apontou a existência de graves irregularidades estruturais no processo de votação e na totalização das cédulas.
A contestação do mandatário ocorre no momento em que a apuração oficial atinge a marca de 99% das urnas processadas. Os dados consolidados apontam a liderança do candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella, que avançou ao segundo turno para disputar o cargo contra Iván Cepeda, nome que conta com o apoio político direto da ala governista de Petro.
O panorama desenhado pelas urnas contrariou as projeções estatísticas das principais pesquisas pré-eleitorais divulgadas ao longo da campanha, que indicavam a dianteira isolada de Cepeda na preferência do eleitorado colombiano.
A base do questionamento apresentado por Petro reside em supostas manipulações técnicas nos sistemas de informática responsáveis pela consolidação dos dados. De acordo com o presidente, os algoritmos do software de contagem e apuração sofreram modificações deliberadas nos dias que antecederam o pleito.
“Apesar dos algoritmos do software de contagem e apuração deverem permanecer estáticos, foram alterados três vezes na última semana, adicionando 800 mil fichas de inscrição eleitoral pertencentes a pessoas não incluídas no censo oficial”, acusou o líder colombiano.
Petro argumentou ainda que auditorias independentes nas seções eleitorais demonstraram que milhares de votos foram efetivamente computados sem que houvesse a real existência de eleitores devidamente inscritos e aptos a votar naquelas seções. A divergência técnica, segundo a denúncia da presidência, inflou artificialmente os números finais e comprometeu a lisura do resultado divulgado pelas autoridades eleitorais da Colômbia.


