23/09/2026

Gustavo Petro rejeita resultado de primeiro turno na Colômbia e denuncia fraude

Presidente contesta liderança do candidato de direita Abelardo de la Espriella e alega que alteração em software adicionou 800 mil eleitores fantasmas ao censo oficial

Por Fhagner Soares, ContilNet
Presidente Gustavo Petro afirma que modificações de última hora em algoritmos criaram 800 mil registros eleitorais falsos/ Foto: Reprodução

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, rejeitou publicamente o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais do país neste domingo (31). Em manifestação veiculada por meio de sua conta oficial na plataforma X (antigo Twitter), o chefe do Executivo colombiano apontou a existência de graves irregularidades estruturais no processo de votação e na totalização das cédulas.

A contestação do mandatário ocorre no momento em que a apuração oficial atinge a marca de 99% das urnas processadas. Os dados consolidados apontam a liderança do candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella, que avançou ao segundo turno para disputar o cargo contra Iván Cepeda, nome que conta com o apoio político direto da ala governista de Petro.

O panorama desenhado pelas urnas contrariou as projeções estatísticas das principais pesquisas pré-eleitorais divulgadas ao longo da campanha, que indicavam a dianteira isolada de Cepeda na preferência do eleitorado colombiano.

A base do questionamento apresentado por Petro reside em supostas manipulações técnicas nos sistemas de informática responsáveis pela consolidação dos dados. De acordo com o presidente, os algoritmos do software de contagem e apuração sofreram modificações deliberadas nos dias que antecederam o pleito.

“Apesar dos algoritmos do software de contagem e apuração deverem permanecer estáticos, foram alterados três vezes na última semana, adicionando 800 mil fichas de inscrição eleitoral pertencentes a pessoas não incluídas no censo oficial”, acusou o líder colombiano.

Petro argumentou ainda que auditorias independentes nas seções eleitorais demonstraram que milhares de votos foram efetivamente computados sem que houvesse a real existência de eleitores devidamente inscritos e aptos a votar naquelas seções. A divergência técnica, segundo a denúncia da presidência, inflou artificialmente os números finais e comprometeu a lisura do resultado divulgado pelas autoridades eleitorais da Colômbia.

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