O senador Jorge Viana (PT-AC) recebeu mais de 13 prefeitos do estado do Acre em seu gabinete, em Brasília, desde a última terça-feira. Os dirigentes municipais desembarcaram na capital federal em busca de verbas, mas as crises política e econômica tornam a peregrinação mais difícil, tendo em vista os cortes nos programas do governo federal.
Na reunião dos dirigentes municipais do Acre com a bancada federal no Congresso, foi definida como prioridade a elaboração de emendas parlamentares impositivas para a Universidade Federal do Acre (UFAC) e para a rodovia federal BR-364. “Estamos de acordo que é preciso garantir recursos para o bom funcionamento da UFAC e para a manutenção da rodovia, a mais importante do Acre”, comentou Viana.

Os dirigentes municipais desembarcaram na capital federal em busca de verbas/Foto: Ascom
Jorge Viana recebeu os prefeitos Ederaldo Caetano (Acrelândia), Bira (Xapuri), Fernanda Hassem (Brasileia), Kiefer (Feijó), Tanízio Sá (Manoel Urnano), Ilderlei Cordeiro (Cruzeiro do Sul), Tião Flores (Epitaciolândia), André Maia (Quinari), Antonio Barbosa de Souza, o Zum (Assis Brasil), Marcos Alexandre (Rio Branco), Bené Damasceno (Porto Acre), Mazinho Serafim (Sena Madureira) e José Augusto (Capixaba).
CRISE
O senador se disse preocupado. “O momento é de esforço dos prefeitos acreanos. “Independentemente do partido, todos os prefeitos têm lutado contra essa grave crise econômica que o Brasil atravessa. A hora é de trabalharmos mesmo juntos”, disse.
Como ex-prefeito e ex-governador, Viana ressaltou que sabe o valor de encontros na capital federal para discutir os projetos prioritários para o Orçamento da União, por meio das emendas parlamentares. Ele lembrou que o governador Tião Viana também tem atuado com muito esforço para amenizar a crise econômica nacional. O senador destacou que a gravidade da crise financeira está prejudicando severamente estados e municípios.
Ele disse que é preciso brigar por mais verbas para a região Norte. Daí porque considera acertada a decisão dos prefeitos de virem a Brasília para arrumar dinheiro para os municípios. “O governo federal vive um verdadeiro caos. O país atravessa uma crise política sem precedentes, misturada com essa grave crise econômica e financeira”, avalia. Ele criticou o presidente Michel Temer: “Ele parece perdido no meio da crise”.
O senador advertiu que a situação é dramática porque boa parte dos programas nacionais criados pelos governos Lula e Dilma não existe mais. “Os prefeitos só podem contar mesmo é com as emendas parlamentares e alguns raros programas que ainda não foram desmantelados. São tempos difíceis”, disse. “De maneira suprapartidária, estou trabalhando sempre para ajudar o nosso Acre e todos os 22 municípios para atravessar essa crise”, disse.
