Bittar rebate críticas de Rocha e afirma: “Acordo com FPA seria uma ofensa ao PSDB nacional”

Por Marina, ContilNet 04/08/2016 às 11:07

O ex-deputado federal e membro do diretório nacional do PSDB, Marcio Bittar, se posicionou hoje sobre um possível pedido de expulsão dele dos quadros do partido. Bittar confirmou ter informado a direção nacional de um acordo da direção regional do PSDB para unir-se ao PT e PSB na disputa pela prefeitura de Cruzeiro do Sul, razão para o deputado federal Major Rocha pedir a expulsão dele do partido.

Com a comunicação para o diretório nacional, o acordo foi inviabilizado, obrigando o PSDB a sair sozinho na disputa à prefeitura de Cruzeiro do Sul, sendo que naquela cidade naufragou a parceria com os partidos da bispa Antônia Lúcia. Enquanto isso, em Rio Branco, o PSDB está em uma candidatura com poucas intenções de voto nas pesquisas realizadas até o momento, na companhia dos partidos da bispa.

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“O deputado Major Rocha precisa se acalmar e ter o equilíbrio necessário para exercer o cargo ocupado por ele no partido. Ele me acusa de ter comunicado a direção nacional de um assunto de conhecimento comum e já divulgado na mídia, a junção do PSDB com a Frente Popular via PSB no Juruá, mas não há erro algum nisso. Afinal, a orientação nacional é contrária a isso”, revelou Bittar.

Conforme revelou o ex-deputado, em nenhum momento se posicionou contra o partido, mas sempre hipotecando seu total apoio à candidatura de Henrique Afonso. “Só não podemos aceitar uma aliança com o PT. Como ficaria o palanque naquela cidade nesta eleição? Haveria um pacto de silêncio sobre a ‘Lava-Jato’, BR-364 ou sobre os desmandos da Dilma? Em 2018 quem iria apoiar quem?”, questionou.

As informações dão conta de que a ponte entre o Henrique Afonso e a FPA foi feita por Edvaldo Magalhães (PCdoB) tendo o próprio governador Tião Viana se envolvido na negociação. “Este tipo de acordo é uma ofensa ao PSDB nacional e não podia me calar diante disso”, informou Bittar.

Segundo Bittar, nada do que foi informado à direção nacional do partido era segredo, tendo ele mesmo sido informado pela imprensa. “Mesmo que em algum momento da história tenha havido junção do PSDB com o PT, a história mostrou a verdadeira face deles, do PT, com todas as mazelas de hoje, e nós não podemos estar no mesmo lado da corrupção”, afirmou.

Conteúdo Original / Fonte: RÉGIS PAIVA, DA CONTILNET

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