A um dia da entrada em vigor da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou o discurso de defesa da soberania nacional e afirmou que o país não aceitará interferências externas. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (21), o petista declarou que “o Brasil não se entrega”, enquanto o governo intensifica negociações para minimizar os impactos da medida sobre a economia.
A nova tarifa, anunciada pelo governo norte-americano, começa a valer nesta quarta-feira (22) e atingirá cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, o equivalente a aproximadamente US$ 7,4 bilhões, segundo o governo federal.
Na publicação, Lula afirmou que a defesa da soberania deve ser prioridade para o país.
“Hoje nada é mais sagrado do que a defesa da soberania nacional. Precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho. Aqui nós erramos por nós. Acertamos por nós. E aqui ninguém diz o que vamos fazer. O Brasil não se entrega”, escreveu o presidente.
Enquanto a taxação entra em vigor, o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros realizam uma série de reuniões com representantes dos setores mais afetados para discutir alternativas. O governo federal já informou que prepara medidas de apoio às empresas que podem sofrer prejuízos com a decisão americana.
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Apesar da nova tarifa, alguns produtos brasileiros ficarão de fora da cobrança. Os Estados Unidos divulgaram uma lista de exceções para itens considerados estratégicos para o mercado interno do país, como café, carne bovina, peixes, terras-raras e laranja.
A sobretaxa foi aplicada com base em uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o órgão, o Brasil adota práticas comerciais consideradas “desleais, discriminatórias e irrazoáveis”, que, na avaliação americana, criam barreiras ao comércio e prejudicam empresas dos EUA.
