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Política

“Não seremos colônia de ninguém”, afirma Lula em discurso do 7 de Setembro

Por Redação ContilNet 06/09/2026 19:56
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Em pronunciamento oficial em rede nacional transmitido na noite deste domingo (6), véspera do Dia da Independência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania nacional e afirmou que o país não se submeterá às exigências de potências estrangeiras. O discurso vinculou a data histórica à gestão dos recursos naturais brasileiros, como as reservas de terras raras, água doce e as descobertas recentes de petróleo.

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“Não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia. Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, declarou o presidente.

Lula ressaltou a aprovação do marco legal no Congresso Nacional focado nos minerais críticos e terras raras, defendendo que a exploração desses recursos deve servir ao desenvolvimento tecnológico e à geração de empregos locais, seguindo a diretriz aplicada ao petróleo.

Ao abordar a inserção internacional do país, o chefe do Executivo enfatizou o compromisso com o livre comércio e rechaçou pressões externas na diplomacia e no mercado global. “Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós”, afirmou.

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No plano histórico, Lula relembrou episódios de resistência que antecederam a consolidação da independência do país, mencionando a Inconfidência Mineira e as lutas ocorridas na Bahia no 2 de Julho. Em sua fala, homenageou figuras como Tiradentes, Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, definindo o processo de emancipação política como uma conquista marcada por enfrentamentos contra a escravidão e a tirania.

O presidente sustentou ainda que a soberania de uma nação está atrelada às condições sociais oferecidas à população. Segundo Lula, a independência do país pressupõe garantir às famílias o direito à educação pública gratuita, acesso à saúde de qualidade e o combate à fome e à pobreza.

Na parte final da mensagem, Lula destacou o patrimônio ambiental da Amazônia, a liderança brasileira na transição energética e o protagonismo do país nas discussões globais sobre o enfrentamento da emergência climática.

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