
Deputados Gehlen Diniz (PP) e Daniel Zen (PT)
A repercussão entre parlamentares estaduais sobre a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para prestar depoimento à Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na manhã da última sexta-feira (4), são divergentes.
O oposicionista Gehlen Diniz (PP), vê a 24ª etapa da Lava-Jato, batizada de Aletheia, como uma demonstração de que a lei vale para todos e que os culpados devem pagar. O progressista disse ainda que o ex-presidente Lula não está acima da lei e se está sendo investigado é porque há indícios de envolvimento nos eventos investigados.
“A lei vale para todos! Lula não está acima dela. A verdade sobre o PT e suas práticas nada republicanas estão vindo à tona. A corrupção e o desgoverno, marcas da gestão do PT, levaram o país ao desemprego, à inflação e à recessão. Os culpados têm de pagar, se está sendo investigados é porque algo tem”, disse o oposicionista.
Gehlen disse ainda que: “Essa mobilização que os militantes e alguns que se beneficiam das benesses que o governo do PT propicia era esperada, eles querem criar uma cortina de fumaça e tornar o ex-presidente em vítima, mas de vítima ele não tem nada. Não adianta, se for culpado vai ter que pagar”, enfatizou.
O líder do PT na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Daniel Zen, disse que a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi desnecessária, ilegal e política. Na avaliação do petista, existe uma ação politicamente coordenada com a oposição porque a tese do impeachment da presidente Dilma Rousseff teria perdido força. Zen disse ainda que a operação da Polícia Federal na sexta objetivou atacar, além do ex-presidente Lula, o PT e as conquistas do governo.
“Ninguém está acima da Lei. Mas, ninguém está abaixo dela, também. Se todos sobre quem repousa alguma suspeita ou indício de ilicitude podem (e devem) ser investigados, incluindo os ex-Presidentes da República, a todos também devem ser assegurados os direitos e garantias fundamentais, processuais e constitucionais. Nem um direito a mais, nem um direito a menos. Na verdade, envolver Lula nos desdobramentos das Operações Lava-Jato e Zelotes tem os objetivos, se não prendê-lo, inviabilizar uma suposta e possível candidatura sua em 2018”, enfatizou Zen.
